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Mensagens

A mostrar mensagens de 2023

Obrigada, 2023

Admito que já tentei escrever este texto imensas vezes, mas a verdade é que me faltam as palavras cada vez que tento descrever os acontecimentos dos últimos meses.  Este ano aconteceu tanta coisa na minha vida que, olhando para trás, parece um pouco surreal. Mas se houve uma coisa que aprendi este ano foi a ser forte. Foram doze meses muito intensos que exigiram muito de mim e me levaram ao limite muitas vezes. E eu pensava que sabia qual era o meu limite, mas estava genuinamente enganada. Não é novidade que eu acredito que tudo na vida acontece por um motivo e eu tentei muitas vezes encontrar razões que me explicassem o porquê de determinadas coisas terem acontecido. Não consegui encontrar uma resposta que me deixasse satisfeita mas consegui entender que tudo serviu para me deixar mais forte.   Também admito que me perdi um pouco ao longo deste ano. Perdi-me porque as pessoas que desapareceram da minha vida nestes meses levaram um bocadinho de mim. Perdi-me porque tentei...

Livros Lidos em 2023

Falta um dia para o ano acabar, por isso hoje venho falar-vos dos livros que li este ano. A minha meta inicial de leitura eram sessenta livros mas, infelizmente e devido a vários imprevistos, não consegui alcançá-la. Sinto-me um bocado desiludida nesse aspeto porque sinto que nos últimos dois anos tenho lido muito pouco em comparação com o que costumava ler, mas a verdade é que a vida está sempre a acontecer e chega a uma altura em que simplesmente não dá para conciliar tudo e eu já aceitei isso. No entanto, este ano consegui ler 36 livros. Uns surpreenderam-me, outros desiludiram-me, outros não consegui acabar. Mas não interessa se tenho lido muito ou pouco, ou se tenho escrito muito ou pouco, a leitura e a escrita serão sempre uma parte essencial do meu ser e terão sempre um papel indiscutível na minha vida. Vou deixar aqui em baixo a lista completa dos livros que li este ano.  No final deste texto vou também falar um pouco dos meus livros favoritos deste ano. Por isso, se estive...

Cinco Anos de Desabafos

Hoje é um dia muito especial! Hoje, dia dezanove de dezembro, assinalam-se cinco anos de existência deste blog. São cinco anos de muitas partilhas, muitas estórias, muitos desabafos, muitas palavras sinceras. Cinco anos que me ajudaram a desenvolver esta minha paixão pela escrita e também me fizeram crescer a nível mais pessoal. Durante estes cinco anos vocês acompanharam a minha vida e as minhas conquistas; acompanharam também as minhas frustrações durante a pandemia, durante o secundário e agora durante o meu percurso enquanto estudante universitária. E, nestes cinco anos, tornei-me adulta. O meu pensamento, os meus objetivos e a minha forma de ver o mundo mudaram e isso refletiu-se em todos os textos que escrevi e que partilhei convosco. E não partilhei apenas coisas boas, penso que até falei mais sobre as coisas menos boas, porque também a tristeza nos fortalece.  Neste sentido, aproveito para falar sobre o texto que publiquei no dia 13 de maio e que é o texto mais pessoal que ...

20 Coisas que Aprendi, Antes dos 20 Anos

No próximo ano, mais exatamente no dia seis de janeiro, faço vinte anos. Para mim, não é uma idade qualquer, são duas décadas de uma vida que me tem surpreendido bastante. Todos os anos, por ocasião do meu aniversário, publico um texto para assinalar a data. Este ano não será diferente, mas este ano não será apenas um, mas sim dois textos. Feitas as contas, falta exatamente um mês para eu fazer vinte anos, por isso decidi começar as comemorações hoje. Neste texto, decidi enumerar vinte coisas que aprendi antes dos vinte anos. Eu adoro celebrar o meu aniversário, adoro que esse seja o meu dia. O dia em que posso fazer o que quiser, estar com as pessoas que mais gosto e celebrar mais um ano de vida, dar início a mais um capítulo. Por fazer anos logo depois do ano novo, eu digo sempre que o meu ano só começa verdadeiramente depois do meu aniversário; para mim é assim que funciona, altura de fazer balanços, encerrar ciclos, fazer novos planos e renovar energias - porque a Carina que tem ho...

Comentários Não-Solicitados ao Corpo da Mulher

"Devias emagrecer!" "Devias comer mais, estás muito magra!" "Devias cuidar mais de ti!" "Não uses roupas tão largas, não te favorece!" "Não uses roupa tão justa, vê-se as curvas todas!" "Não comas tantas porcarias!" "Devias ir ao ginásio queimar essa celulite toda!" "Se começares a fazer dieta agora, vais ver que no verão tens um corpo ótimo para usar bikini!" "Não uses roupas tão escuras, és uma menina!" Este texto é dedicado exclusivamente às mulheres e ao universo feminino.  Tenho a certeza que, ao longo da vossa vida, já ouviram alguma destas frases ou, caso não tenha sido nenhuma destas, com certeza foi algo do género. As mulheres passam a vida a ouvir comentários não-solicitados sobre o seu corpo, muitas vezes saídos da boa de outras mulheres. Decidi portanto escrever sobre este tema, falar sobre o "machismo feminino" que muitas vezes se verifica na nossa sociedade e que se reflete...

Espero

"Estou genuinamente cansada de me sentir invisível e continuar à espera. Não sei bem o que me espera, na verdade. Mas sei que espero com esperança de que alguma coisa mude, seja em mim, seja no mundo. Os dias já se tornaram todos iguais. Uma nuvem aqui. Um raio de sol acolá. Uma chuva que cai de vez em quando. O nevoeiro que envolve a manhã como um cobertor nos envolve nos dias mais frios. 365 dias por ano. 7 dias por semana. 24 horas por dia. E eu permaneço à espera que algum dia seja diferente. Espero pelo dia que me traga a dor e por outro que a leve embora. Espero pelo dia que me traga alegria, sabendo que vai durar pouco e que, no dia seguinte, a tristeza vai ser a protagonista. Pelo meio, ainda aprece um dia em que a raiva é a minha melhor amiga. E, para não ficar de fora, os dias que me trazem a sensação de que estou absolutamente só. Espero também que o amor surja nalgum desses dias, porque é coisa rara e só nas horas vagas é que dá o ar de sua graça. Eu espero e espero e ...

Era uma vez... o Verão de 2023!

Não é por acaso que o verão é a minha estação do ano preferida. E este foi um verão que vou recordar para sempre como sendo um dos melhores, mas também mais atribulados, da minha vida. Talvez isso tenha a ver com a fase de vida em que me encontro.  De facto, tive umas férias inesquecíveis, mas não assim tão tranquilas, e senti necessidade de escrever sobre elas. Entre idas à praia, tempo passado em família e com amigos e uns passeios por Lisboa... tive tempo mais do que suficiente para pensar e me conectar comigo própria e aproveitar intensamente cada minuto. Mas, por outro lado, também aconteceram algumas coisas menos positivas que me abalaram e me deixaram bastante revoltada, triste e insegura. Porque, de facto, nem tudo na vida é um mar de rosas. A verdade é que a vida é assim mesmo, feita de altos e baixos, momentos bons e momentos maus. Temos de saber lidar com estas reviravoltas da melhor forma, seja de uma forma mais ou menos tranquila, mas tirando sempre algum tipo de ensin...

Já ninguém fala sobre amor

Já ninguém fala sobre amor.  Já é tão superficial que todos vivem alimentados pela dor.  Já ninguém sente borboletas na barriga,  Já ninguém escreve canções antigas.  Já ninguém faz promessas com sentimento. Todas as vezes que sentimos que estamos a gostar de alguém, pensamos duas vezes. Pensamos em todos os meses que vão passar e todos os outros que vão faltar.  Pensamos se realmente vale a pena começar ou se a sentença é acabar. Pensamos se devemos contar aos nossos amigos.  Ou se devemos falar com os nossos pais. Experimentamos todos os sentimentos e pensamos que é demais.  Exagerar é sempre errado.  Beijar tem de ter sentimento.  Caso contrário, o que é essa coisa de aproveitar o momento. Não há idade certa.  Não há altura certa,  Não há pessoa certa. Porque tudo o que é errado para ti, pode ser o ideal para mim.  Mas continuamos à espera de uma justificação, de alguém que nos dê razão, de uma forma de saber lidar com o cor...

Desabafos de uma estudante universitária #5

  #5 Fim do primeiro ano da licenciatura e algumas observações  Depois de algumas semanas sem publicar nenhum texto aqui no blog, devido aos compromissos relacionados com a faculdade e consequente falta de tempo, estou de volta com um texto muito especial! No passado dia 12, terminei oficialmente as aulas deste primeiro ano de licenciatura. Este segundo semestre foi muito mais intenso e muito mais exigente do que o primeiro, por isso tenho muita coisa para partilhar, espero não me esquecer de nada! Se estiverem interessados em ler, fiquem desse lado!  Para começar, devo dizer que neste semestre muitos dos meus limites foram ultrapassados. Aguentei coisas que nunca pensei aguentar. Senti uma pressão que nunca antes havia sentido. Chorei, desesperei, entrei em pânico muitas vezes, mas dei sempre o meu melhor. Houveram dias em que me obriguei a parar para respirar, porque de facto estava a entrar num ritmo tão alucinante que quase perdia o controlo de mim própria. Felizmente...

O luto e as coisas que nunca superámos

Quantas vezes as fotografias se tornaram memórias? Quantas vezes as conversas se tornaram histórias? Quantas vezes as gargalhadas ficaram guardadas como um eco no silêncio? Quantas vezes a fragilidade se tornou na maior armadilha do tempo? A primeira vez que conheci a dor de perder alguém foi em 2014, na ocasião da morte da minha avó materna. Eu tinha dez anos. Lembro-me do dia em que recebi a notícia e do dia do funeral como se fosse hoje. Passaram-se nove anos e recordar esses dias ainda mexe comigo. Com dez anos fiquei a saber a dura verdade de que ninguém vive para sempre, nem mesmo as pessoas de quem mais gostamos. Depois dessa perda, passei por outras, mas nada com uma dimensão semelhante; apenas vizinhos ou pessoas conhecidas e queridas pela minha família. Até que chegou o dia 24 de fevereiro de 2023. Nesse dia, recebi a notícia do falecimento da minha tia, a irmã da minha mãe, a minha única tia. Nesse dia, voltei a sentir uma dor visceral, inexplicável, senti uma impotência abs...

Friends - 10 Razões pelas quais é a minha série favorita

Friends é uma sitcom americana criada por David Crane e Marta Kauffman que foi transmitida pela NBC entre 22 de Setembro de 1994 e 6 de Maio de 2004. A premissa da série gira em torno da vida de seis amigos que viviam num bairro na cidade de Nova York. Os seis amigos - Monica, Rachel, Phoebe, Ross, Chandler e Joey - eram interpretados por seis atores reconhecidos atualmente e queridos do grande público - Courteney Cox , Jennifer Aniston, Lisa Kudrow, David Schwimmer, Matthew Perry, Matt LeBlanc. Para assinalar o facto de o último episódio desta série ter sido transmitido há precisamente dezanove anos, trago-vos um texto especial onde enumero dez razões pelas quais é a minha série favorita. Por isso, se estiverem interessados em ler sobre este tema, continuem desse lado.  1. Esta série tem dez temporadas, com cerca de vinte episódios cada. Mas são episódios curtos, perfeitos para ver durante as refeições.  2. Aborda temas sensíveis e tabu, alguns ainda atuais, - como a morte,...

Desabafos de uma Condutora #3

 #3 Coisas que não nos ensinam na escola de condução Neste terceiro texto desta saga, quero partilhar convosco algumas coisas que não nos ensinam na escola de condução. São coisas que, a meu ver, são relevantes e deveriam ser abordadas, tanto nas aulas teóricas como nas aulas práticas. Infelizmente, isso não acontece e acabamos por aprender e ter conhecimento delas demasiado tarde, através dos nossos pais, dos nossos namorados, dos nossos amigos, ou até dos nossos avós. Acho que muitas pessoas se vão interessar por este tópico, concordar ou identificar-se com a minha seleção. Por isso, se estiverem interessados em ler, continuem desse lado.  Em primeiro lugar, não nos ensinam como trocar um pneu. Se eventualmente passarmos por uma situação em que seja preciso mudar um pneu, devido a um furo ou a outra coisa, e não soubermos como fazer ou estivermos sozinhos, vamos ser obrigados a usar a opção mais fácil: chamar um pronto socorro.  Seguidamente, e continuando a falar sobre...

Palavras Perdidas #3

#3 Le.al.da.de Nome feminino. Qualidade de leal. Fidelidade. Sinceridade.  Mas afinal, o que é ser leal? Ser leal é ser fiel. Dedicado. Verdadeiro. Sincero. É cumprir quando se promete algo a alguém, ou quando se assina um contrato. É assumir um compromisso perante um amigo, um companheiro, uma empresa, um professor... Lealdade é sinónimo de responsabilidade, dedicação, honestidade e integridade. Para mim, essas são características fundamentais e que deviam estar no dicionário de todos os seres humanos..  Ser leal é fundamental para a construção de um vínculo entre duas ou mais pessoas, seja esse vínculo uma relação de amizade, um namoro, um casamento, entre colegas de profissão, entre irmãos, etc.. Não é por acaso que, quando existe um casamento, as pessoas prometem ser leais, amarem-se e respeitarem-se, na saúde e na doença, até que a morte os separe. Quando amamos, quando nos importamos ou quando nos preocupamos, somos leais. Quando magoamos alguém, quando traímos a confian...

Estrofes (com)Sentidas

A poesia sempre foi parte de mim, embora eu tivesse descoberto isso demasiado tarde.  Escrever poesia é do mais íntimo e especial que existe.  É algo que flui tão levemente como o ar que respiramos.  Mas, embora adore escrever poesia, não o faço todos os dias nem a toda a hora.  O que torna a poesia especial é o facto de ser algo que vem do centro da nossa essência, é algo que se sente, ou pelo menos algo que deve ser sentido.  Eu escrevo quando sinto necessidade de o fazer.  Eu escrevo poesia quando algo dentro de mim se inquieta, quando sinto necessidade de transformar palavras em versos, quando sinto necessidade de brincar com rimas e sons.  Este projeto vem na sequência disso mesmo.  Sei que muita gente não aprecia ler poesia.  Sei que quando publico algum poema aqui no blog, a audiência e o interesse não é assim tão grande.  Portanto este blog não é o palco ideal para deixar a poesia brilhar como deve.  Felizmente existem outro...

"Contar pelos dedos"

Quantas voltas terei de dar? Quantas vezes terei de amar? Quantos vidas terei de perder? E quantas outras terei de viver? Como se respirar fosse o veneno que corre pelas veias e arranca as flores inteiras que brotam dentro de nós e nos fazem sentir cada vez mais sós.  Consigo contar pelos dedos os dias em que me assombraram estes medos. Esta vontade visceral de crescer num mundo normal. Porque, parecendo tão simples assim, às vezes destrói o que resta de mim. E se for tudo fruto de uma ilusão? Eu sendo o polícia, tu na pele de ladrão? Tão pouca vontade nesta tenra e crua verdade. Consigo contar pelos dedos a sinceridade de quem realmente se importa e não está só a fingir-se de morta. Queríamos nós beber o verão, saborear o amor e apagar o perdão que camufla a dor. Queríamos nós saber quem somos, além de meros seres à procura de um sonho. Consigo contar pelos dedos as vezes que sorri quando falava de ti. A falta que me afoga, a memória que me assombra. O tempo que cura para que a al...

"Urgência"

As paredes brancas. O cheiro a desinfetante. Um corpo inerte com um anel de diamante. A duvida que mora entre a vida e a morte, numa sala de urgências. E a mulher que faz exigências, porque o seu coração ficou despedaçado e já perdeu o motivo para ficar acordado. A dor que se sente em todo o lado. O silêncio que mata a emoção. Os papeis para preencher. A porta que não vai voltar a abrir. O brilho que não volta a existir. Todos os dias uma história nova e a paciência que se esgota porque as horas estão a passar e eu só queria continuar a respirar. O teclado, que num tom ritmado, escreve o nome de alguém que já não sofre. A paz errada, a memória ultrapassada, o tempo que passa como um caracol e eu aqui trancada à procura de um mero raio de sol. Alguém com uma fralda para trocar, outra senhora a gritar, as enfermeiras atarefadas à espera que turno acabe. O peso que esmaga os meus pensamentos de todos os momentos que vou viver quando deixar de ser prisioneira. Todas as desculpas que pedimo...

Desabafos Pouco (ou nada) Subtis #3

#3 Pessoas que não sabem poupar Depois de mais de um ano, aqui estou eu a publicar o terceiro texto e último devido desta saga. Sabendo que provavelmente não se devem lembrar do contexto, vou relembrar que criei esta saga de modo a falar sem rodeios e de forma pouco subtil sobre temas que me irritam particularmente. No primeiro texto, falei sobre as desvantagens de se ter um bom coração; no segundo texto, falei sobre pessoas que cometem erros ortográficos; e neste terceiro texto, vou falar sobre pessoas que não sabem poupar. Por isso, se estiverem interessados, continuem a ler.  O dinheiro é aquilo que move a economia e sustenta as nossas vidas, alimenta os nossos vícios e dá resposta às nossas necessidades. Acredito que dinheiro não traz felicidade mas sim conforto. Não cresci numa família rica, mas também nunca me faltou nada. Os meus pais sempre nos ensinaram a poupar e a ter em conta o dia de amanhã, por isso sempre pensei duas vezes antes de comprar alguma coisa que não é assi...

Desabafos de uma Condutora #2

#2 Sete meses de carta de condução e detestar conduzir no trânsito  Neste segundo texto desta saga, quero assinalar convosco os meus sete meses com carta de condução e também aproveitar para falar sobre algo que me irrita profundamente: trânsito. Até acho que muitas pessoas se vão interessar por este tópico porque a impaciência e o egoísmo das pessoas no meio do trânsito é, para mim, um tópico bastante interessante. Por isso, se estiverem interessados em ler, continuem desse lado.  Em primeiro lugar, acho que as pessoas na estrada são muito impacientes e egoístas. Seja numa pequena ou grande cidade. Há pouco respeito pelos outros e pelas regras de trânsito. Ainda há uns dias estive em Lisboa e comprovei esse facto; rapidamente a hora de ponta na capital se transforma num caos porque todos têm pressa de chegar a casa depois de um extenuante dia de trabalho. Sendo recém encartada, confesso que o facto de estar entre dois carros no meio do trânsito me deixa um pouco em pânico. Em...

"Meia Noite"

 É à meia noite que e descobrem os segredos,  se alimentam os medos  e se questiona a vida que tanto nos ensina. É à meia noite  que uma página se vira e surge outro dia  com o sol a brilhar e a terra continua a girar. É à meia noite  que eu me desconheço  porque nada disto parece ter nexo e as lágrimas que vivem em mim  quebram a barreira e correm sem fim. É à meia noite  no meio deste sono profundo que eu sonho e questiono  o meu papel neste mundo  É à meia noite  que se ouve mais um suspiro,  seja o último ou o primeiro,  e eu só sei que vivo de amor  e que a cada madrugada  desejo acordar com a alma renovada.  Escrito no dia 05/01/2023  - Carina Subtil

Palavras Perdidas #2

#2 Com.ple.xi.da.de Nome feminino. Qualidade do que é complexo. Existência, numa determinada situação ou problema, de uma multiplicidade de dados ou elementos que estabelecem relações intrincadas.  É comum dizer-se que as coisas mais simples são as mais belas. Mas será isso realmente verdade? Não serão as coisas mais complexas as mais belas só pelo simples facto de terem uma história maior por detrás? De ter existido um processo mais exigente até se chegar ao resultado final? Neste segundo texto sobre palavras perdidas, vou falar sobre isso mesmo, sobre a beleza das pessoas e das coisas mais complexas. Vou falar, sobretudo, da beleza e da inquietude da própria complexidade da nossa vida.  A complexidade é um tema controverso porque pode ser tanto uma coisa boa como uma coisa má. No que respeita a características pessoais, geralmente as pessoas mais complexas são as mais sacrificadas e desvalorizadas, são aquelas que sofrem mais com as críticas e juízos de valor precipitados, s...

Desabafos de uma estudante universitária #4

  #4 Ninguém quer saber e o fim do primeiro semestre  Neste quarto texto desta saga venho falar-vos sobre o fim do primeiro semestre deste primeiro ano e de algo que me chamou a atenção de forma positiva no ambiente universitário. Enquanto no ensino obrigatório toda a gente nos exige que sejamos e façamos determinadas coisas e estão constantemente a julgar-nos e a avaliar-nos (mesmo que não seja de forma intencional), no ensino superior é totalmente diferente porque simplesmente ninguém quer saber, é cada um por si. Neste texto pretendo falar um pouco mais sobre isto e dar-vos um pequeno feedback sobre aquilo que foi este primeiro semestre. Por isso, se estiverem interessados, continuem a ler.  A verdade é que, como referi na introdução, no ambiente universitário é cada um por si e ninguém se preocupa com ninguém. Ninguém quer saber. Notei uma grande diferença em relação a isso porque, na minha antiga escola secundária, eram raras as vezes em que eu me sentia completament...