Avançar para o conteúdo principal

Desabafos Pouco (ou nada) Subtis #3

#3 Pessoas que não sabem poupar

Depois de mais de um ano, aqui estou eu a publicar o terceiro texto e último devido desta saga. Sabendo que provavelmente não se devem lembrar do contexto, vou relembrar que criei esta saga de modo a falar sem rodeios e de forma pouco subtil sobre temas que me irritam particularmente. No primeiro texto, falei sobre as desvantagens de se ter um bom coração; no segundo texto, falei sobre pessoas que cometem erros ortográficos; e neste terceiro texto, vou falar sobre pessoas que não sabem poupar. Por isso, se estiverem interessados, continuem a ler. 

O dinheiro é aquilo que move a economia e sustenta as nossas vidas, alimenta os nossos vícios e dá resposta às nossas necessidades. Acredito que dinheiro não traz felicidade mas sim conforto. Não cresci numa família rica, mas também nunca me faltou nada. Os meus pais sempre nos ensinaram a poupar e a ter em conta o dia de amanhã, por isso sempre pensei duas vezes antes de comprar alguma coisa que não é assim tão essencial. E, agora que estou na universidade, sinto que estou mais consciente do quão importante é poupar e investir nas coisas certas no momento certo. Mesmo que exista o apoio das bolsas de estudo, sei o esforço que os meus pais estão a fazer para que eu possa continuar a estudar e tento fazer esse esforço valer a pena todos os dias. Achei pertinente abordar este assunto porque acredito que a minha geração é muito inconsciente e inconsequente no que respeita a questões financeiras e toma grande parte das coisas como garantidas. 

O dinheiro torna, muitas vezes, as pessoas gananciosas, interesseiras e desperta inúmeros conflitos de interesses. Mas a verdade é que o dinheiro não é tudo e existem coisas muito mais importantes na nossa vida, como a defesa da nossa integridade, da nossa educação e dos nossos ideais. Estar constantemente a gastar dinheiro em coisas efémeras e desnecessárias e que não contribuem em nada para a nossa felicidade nem para a nossa vida, para além de não ser saudável é, também, a meu ver, uma atitude bastante inconsciente e imatura.

Sinceramente, acho que não seria má ideia os adolescentes terem aulas sobre poupança na escola. Eu teria adorado. Acho que aulas de educação sexual, de cidadania, de poupança, de preparação para o ensino superior ou sobre como fazer um currículo são tão importantes como qualquer outra disciplina. 

Por agora é tudo, espero que tenham gostado. Fiquem bem, sigam a página do blog no instagram, comentem e partilhem este texto para ajudar o blog a chegar a mais pessoas. Em breve vou partilhar algumas novidades!

Um beijo e até breve.

- Carina Subtil 



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Acabei o Curso, e Agora?

 No passado mês de julho, terminei a minha licenciatura em Comunicação e Media pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria. Desde então, enviei muitos currículos, seja para trabalhos na minha área ou não. Embora eu acredite que termos um diploma e um curso superior nos abre mais portas e oferece mais oportunidades a nível de carreira, também sei ser realista e reconhecer que nada nos garante que vamos ter emprego na nossa área de formação imediatamente depois de terminarmos o curso. Sei que o meu ponto de vista não é consensual, mas a verdade é que o dinheiro não cai do céu e é sempre bom ter um plano B quando o plano A não corre como esperamos. Porque, de qualquer forma, tenho de trabalhar. Também decidi não fazer mestrado exatamente por isso; porque quero ganhar experiência profissional e independência financeira. Não tenho medo de trabalhar nem vergonha de aprender coisas novas. Também não serei a primeira pessoa a trabalhar em algo que não é pro...

I am (not) feeling 22

Hoje, dia seis de janeiro de dois mil e vinte seis, faço vinte e dois anos.  E a primeira coisa que me passa pela cabeça quando penso na idade que faço é: que horror! O tempo está a passar absurdamente rápido e parece-me uma idade demasiado "séria". Porque, tal como diz o título deste texto, não me sinto com 22 anos*. Mas talvez não me sentir com 22 anos não seja rejeitar a idade, mas aprender a lidar com ela à minha maneira. De repente já sou adulta, já trabalho, já ganho o meu próprio dinheiro, já desconto para a segurança social e as crianças e adolescentes já me tratam por senhora! Se, aos catorze anos, me tivessem dito que a minha vida ia dar tantas voltas, eu não acreditava. Sinto que sou sempre ligeiramente repetitiva nos textos que publico sobre o meu aniversário, ou até sobre o fim de ano, mas não é propositado. De facto, tenho sentido o tempo a passar demasiado depressa. O tempo passa por entre os meus dedos e às vezes nem sei o que fazer com ele; por vezes até pare...

Stand by

A vida é feita de fases e de ciclos que se encerram para dar lugar a outros.      Há uns meses partilhei que estava a trabalhar numa livraria, hoje partilho que essa experiência chegou ao fim. Durante nove meses fui feliz. Fui genuinamente feliz, e só posso agradecer à minha (ex) patroa por me ter dado a oportunidade de iniciar a minha vida profissional naquele lugar. Um lugar que será sempre muito especial. No entanto, recebi uma proposta para trabalhar em outra empresa e realmente dar uso às competências que adquiri durante a licenciatura, e nem pensei duas vezes. Porque existem oportunidades que não surgem duas vezes na vida e existem decisões que têm de ser tomadas de imediato para que possamos crescer enquanto pessoas e enquanto profissionais.       A vida acontece sem darmos conta e há coisas que fogem claramente dos nossos planos e do nosso controlo. Se estava nos meus planos mudar de emprego este ano? Sim, mas não para já. Até porque nós sabemo...