Hoje, dia seis de janeiro de dois mil e vinte seis, faço vinte e dois anos.
E a primeira coisa que me passa pela cabeça quando penso na idade que faço é: que horror!
O tempo está a passar absurdamente rápido e parece-me uma idade demasiado "séria". Porque, tal como diz o título deste texto, não me sinto com 22 anos*. Mas talvez não me sentir com 22 anos não seja rejeitar a idade, mas aprender a lidar com ela à minha maneira.
De repente já sou adulta, já trabalho, já ganho o meu próprio dinheiro, já desconto para a segurança social e as crianças e adolescentes já me tratam por senhora! Se, aos catorze anos, me tivessem dito que a minha vida ia dar tantas voltas, eu não acreditava.
Sinto que sou sempre ligeiramente repetitiva nos textos que publico sobre o meu aniversário, ou até sobre o fim de ano, mas não é propositado. De facto, tenho sentido o tempo a passar demasiado depressa. O tempo passa por entre os meus dedos e às vezes nem sei o que fazer com ele; por vezes até parece que estou a desperdiçá-lo ou a ficar para trás em muitas coisas, em relação a muitos jovens da minha idade. Mas a verdade é que cada um tem o seu ritmo; eu tenho o meu próprio ritmo e acredito sinceramente que tudo na minha vida acontece por uma razão, acredito que estou exatamente onde devia estar.
Não sei o que vai acontecer amanhã ou daqui a seis meses, ninguém sabe, mas sei que hoje estou exatamente no sítio certo. Sei que a única responsável pela minha vida e pelas minhas decisões sou eu mesma. Sei que tenho o apoio e o amor incondicional dos meus pais, da minha irmã, de toda a minha família e dos meus amigos, e é só isso que importa. Opiniões alheias e indesejadas sobre a minha vida não serão bem vindas este ano, porque foram elas que me desestabilizaram em 2025. Não sei o que está reservado para mim este ano, mas sei que estou pronta para o que der e vier, sei que tenho muitos desejos que quero (e vou) concretizar este ano.
Para mim fazer anos é sempre especial; é um dia só meu, onde eu faço o que quero e estou com as pessoas que quero. Penso que já o disse aqui em algum texto, mas, para mim, o ano só começa realmente depois do meu aniversário, é o terminar de um capítulo e o início de outro, com muitas páginas em branco por preencher.
Antes de terminar o texto, quero aproveitar também para agradecer a todos aqueles que se lembraram de mim neste dia tão especial. Se te lembraste de mim de alguma forma, se ligaste ou mandaste mensagem, eu fico mesmo muito agradecida e tentarei retribuir da mesma forma no teu aniversário! Estou também muito grata à vida e a Deus, por me dar a oportunidade de viver mais um ano com saúde e com as minhas pessoas ao meu lado.
Um beijo e até breve!
- Carina Subtil
*Para quem não percebeu, o título deste texto é uma referência irónica à música “22” da Taylor Swift.

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