#4 Ninguém quer saber e o fim do primeiro semestre
Neste quarto texto desta saga venho falar-vos sobre o fim do primeiro semestre deste primeiro ano e de algo que me chamou a atenção de forma positiva no ambiente universitário. Enquanto no ensino obrigatório toda a gente nos exige que sejamos e façamos determinadas coisas e estão constantemente a julgar-nos e a avaliar-nos (mesmo que não seja de forma intencional), no ensino superior é totalmente diferente porque simplesmente ninguém quer saber, é cada um por si. Neste texto pretendo falar um pouco mais sobre isto e dar-vos um pequeno feedback sobre aquilo que foi este primeiro semestre. Por isso, se estiverem interessados, continuem a ler.
A verdade é que, como referi na introdução, no ambiente universitário é cada um por si e ninguém se preocupa com ninguém. Ninguém quer saber. Notei uma grande diferença em relação a isso porque, na minha antiga escola secundária, eram raras as vezes em que eu me sentia completamente confortável e não me sentia julgada pelos outros. Só por isso, não me arrependi de ter concorrido ao ensino superior. Sobretudo em relação à turma em si, sinto-me muito mais incluída e confortável na turma em que estou atualmente do que na turma que tinha no secundário. Não tenho vergonha nenhuma em admitir aqui que a minha turma no secundário era feita de pessoas tóxicas e hipócritas, com as quais eu não me identificava de todo (com exceção das minhas amigas mais próximas, obviamente), por isso notei uma diferença enorme aqui em Leiria. Sinto que os meus colegas sabem tanto quanto eu e têm ideais e valores muito parecidos com os meus, então praticamente não existe competição. Damo-nos todos muito bem. E isso é muito bom e deixou-me muito mais tranquila.
Embora esteja a publicar o texto hoje, o semestre só acaba realmente no dia 16 de janeiro, mas decidi antecipar-me porque não vou às aulas nesse dia e também já fiz todos os trabalhos e frequências. Para mim, a universidade revelou-se uma experiência muito agradável e libertadora. Este primeiro semestre foi muito desafiante para mim mas correu muito bem, muito melhor do que eu pensava. Estarmos num curso que realmente gostamos e nos interessa é meio caminho andado para termos mais sucesso e nos sentirmos mais entusiasmados durante as aulas e durante o processo de estudo. E em termos de ensino e método de estudo, é muito mais autónomo e menos didático na medida em que não existem manuais específicos de cada unidade curricular e somos nós que temos de ir atrás da bibliografia que os professores disponibilizam. Estudar só por aquilo que os professores apresentam nas aulas, embora sendo um bom ponto de partida, não é tão aprofundado nem é suficiente. Não estava com grandes expectativas em relação às notas porque aquilo que pode estar bom para mim pode não estar bom para os professores (e vice-versa), mas a verdade é que, embora ainda não tenha recebido o resultado de algumas frequências, tenho tido notas muito boas. Melhores do que tive no secundário até, e isso deixa-me muito orgulhosa. Sei que já fui aprovada a uma cadeira, falta saber o resto, mas estou confiante. Caso reprove a alguma cadeira tenho fazer por exame, mas isso também não é o fim do mundo. De um modo geral, o feedback é muito positivo!
Antes de terminar este texto aproveito para anunciar aqui em exclusivo que, a partir de dia 30 de janeiro e na última segunda feira de cada mês (com exceção dos meses de julho e agosto), vou publicar em exclusivo no instagram três coisas que aprendi no curso em que estou, Comunicação e Media. É uma forma de alimentar a vossa curiosidade em relação ao que tenho aprendido e também uma forma de partilhar um pouco mais sobre os meus dias na universidade.
Mas por agora é tudo. Fiquem bem. Sigam a página do blog no instagram, comentem e partilhem este texto para ajudar o blog a chegar a mais pessoas.
Um beijo e até breve.
- Carina Subtil

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