É à meia noite
que e descobrem os segredos,
se alimentam os medos
e se questiona a vida
que tanto nos ensina.
É à meia noite
que uma página se vira
e surge outro dia
com o sol a brilhar
e a terra continua a girar.
É à meia noite
que eu me desconheço
porque nada disto parece ter nexo
e as lágrimas que vivem em mim
quebram a barreira e correm sem fim.
É à meia noite
no meio deste sono profundo
que eu sonho e questiono
o meu papel neste mundo
É à meia noite
que se ouve mais um suspiro,
seja o último ou o primeiro,
e eu só sei que vivo de amor
e que a cada madrugada
desejo acordar com a alma renovada.
Escrito no dia 05/01/2023
- Carina Subtil

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