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Desabafos de uma estudante universitária #5

 #5 Fim do primeiro ano da licenciatura e algumas observações 

Depois de algumas semanas sem publicar nenhum texto aqui no blog, devido aos compromissos relacionados com a faculdade e consequente falta de tempo, estou de volta com um texto muito especial! No passado dia 12, terminei oficialmente as aulas deste primeiro ano de licenciatura. Este segundo semestre foi muito mais intenso e muito mais exigente do que o primeiro, por isso tenho muita coisa para partilhar, espero não me esquecer de nada! Se estiverem interessados em ler, fiquem desse lado! 

Para começar, devo dizer que neste semestre muitos dos meus limites foram ultrapassados. Aguentei coisas que nunca pensei aguentar. Senti uma pressão que nunca antes havia sentido. Chorei, desesperei, entrei em pânico muitas vezes, mas dei sempre o meu melhor. Houveram dias em que me obriguei a parar para respirar, porque de facto estava a entrar num ritmo tão alucinante que quase perdia o controlo de mim própria. Felizmente, tive sempre o apoio das minhas amigas e colegas de turma que me apoiaram e permitiram vacilar mas também me ajudaram a manter a cabeça erguida e a continuar a trabalhar. 

Durante este semestre tive sete unidades curriculares, a maior parte delas práticas e direcionadas para a vertente do jornalismo e para a produção de conteúdos noticiosos. Esse lado mais prático permitiu-me aperfeiçoar as minhas técnicas de redação e aprender as características e particularidades dos diferentes géneros jornalísticos. E, por falar em géneros jornalísticos, a minha unidade curricular favorita era Informação e Géneros Jornalísticos, precisamente porque abordávamos os diferentes géneros e a forma como esses diferentes géneros são escritos. Falámos também sobre os direitos e deveres dos jornalistas, sobre a importância de distinguir factos de opiniões, sobre a importância da imparcialidade no jornalismo, sobre o estatuto editorial de cada jornal, entre outras coisas. De facto, entrei para este curso com vontade de ser jornalista e, embora essa vontade esteja ligeiramente desvanecida neste momento, o tema continua a interessar-me bastante. 

O mês de maio foi, seguramente, o mês mais difícil do semestre (e do ano letivo inteiro) devido à quantidade absurda de trabalhos que tinha de fazer e entregar. Duvidei muito de mim e das minhas capacidades. Todos os dias tinha alguma coisa para fazer. O meu horário de sono estava todo trocado. Passei dias com dores de cabeça por não descansar o tempo necessário. Também não me alimentei de forma adequada. De facto, senti a pressão e o peso da responsabilidade que me estava a ser atribuída. Tive medo de falhar, tive medo de não conseguir. Apenas tive três frequências este semestre, o que quer dizer que tudo o resto foram trabalhos que exigiram muito do meu tempo e da minha dedicação. Por um lado, é muito melhor ter mais trabalhos práticos do que frequências; mas por outro lado, podemos ter alguma dificuldade no que toca a gestão de tempo. Porque, se há algo que me irrita, é que os professores marcam sempre todas as entregas de trabalho para a mesma altura e os alunos às vezes entram em pânico e ficam sem saber como gerir tudo. 

Mas, por outro lado, este semestre, senti-me muito mais à vontade e muito mais pronta para os desafios. As minhas expectativas também estavam muito mais altas e a minha confiança também aumentou. Fui muito feliz e estive mais motivada, apesar de tudo. Tenho consciência de que dei o meu melhor em tudo e que isso se reflete nas avaliações finais. No primeiro semestre, fui aprovada a todas as cadeiras e este semestre fui aprovada a todas também. Mas agora estou pronta para uma merecida pausa, estou pronta para aproveitar o verão e recarregar baterias. Porque em setembro começa mais um ano letivo, mais uma etapa. De facto, resta-me dizer que o secundário não prepara ninguém para aquilo que vivemos na universidade, seja a nível social ou seja mesmo no que respeita à organização dos estudos. Este primeiro ano foi absolutamente incrível. Cresci e amadureci tanto. Doeu muito estar longe de casa (e ainda dói) mas é um passo muito necessário na construção da nossa própria independência, da nossa identidade e da nossa vida enquanto adultos. É uma experiência pela qual só se passa uma vez na vida e que merece ser aproveitada ao máximo.  

Por fim, e não menos importante, resta-me fazer alguns agradecimentos. Agradeço à Dara, à Dayane, à Ely, à Bárbara, à Bianca e à Juliana. Ter o prazer e o privilégio de as conhecer e de construir uma amizade com elas ajudou-me a ter a certeza de que vir para Leiria foi uma das melhores decisões que tomei na minha vida. O vosso carinho, o vosso apoio e as vossas palavras foram indispensáveis e muitas vezes aquilo que me deu força para manter a cabeça erguida. De facto, as coisas boas só fazem sentido quando são partilhadas. E quando partilhamos e experienciamos coisas novas com as pessoas certas, vale muito mais a pena. Em pouco mais de nove meses, estas seis meninas que mencionei em cima, já me conhecem tão bem, já ganharam a minha confiança e a certeza de que as quero na minha vida para sempre. Não há palavras para descrever o quanto estou grata por fazer parte de turma com pessoas tão especiais e talentosas. O primeiro ano já passou, faltam mais dois! E tenho a certeza que vão ser incríveis!

Por agora é tudo, espero que tenham gostado. Fiquem bem, sigam a página do blog no instagram, comentem e partilhem este texto para ajudar o blog a chegar a mais pessoas. 

Um beijo e até breve.

- Carina Subtil 



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