Avançar para o conteúdo principal

Estrofes (com)Sentidas

A poesia sempre foi parte de mim, embora eu tivesse descoberto isso demasiado tarde. 
Escrever poesia é do mais íntimo e especial que existe. 
É algo que flui tão levemente como o ar que respiramos. 
Mas, embora adore escrever poesia, não o faço todos os dias nem a toda a hora. 
O que torna a poesia especial é o facto de ser algo que vem do centro da nossa essência, é algo que se sente, ou pelo menos algo que deve ser sentido. 
Eu escrevo quando sinto necessidade de o fazer. 
Eu escrevo poesia quando algo dentro de mim se inquieta, quando sinto necessidade de transformar palavras em versos, quando sinto necessidade de brincar com rimas e sons. 
Este projeto vem na sequência disso mesmo. 
Sei que muita gente não aprecia ler poesia. 
Sei que quando publico algum poema aqui no blog, a audiência e o interesse não é assim tão grande. 
Portanto este blog não é o palco ideal para deixar a poesia brilhar como deve. 
Felizmente existem outros meios, como as redes sociais, onde o interesse pela poesia pode ser maior, onde posso fazer com que esse interesse cresça e o valor devido por esta arte comece a ser alcançado. 
Mais do que ter vontade de escrever e publicar um livro, eu iria adorar publicar, um dia, no futuro, um livro com os meus poemas. 
Porque eu sei que a minha poesia é boa, tem valor, é importante, é especial. 
Por isso queria partilhá-la com vocês.
No dia 4 de Abril, nasceram as Estrofes (com)Sentidas. 
Todas as segundas, quartas e sextas às 19horas, na página de instagram  (@estrofes_com_sentidas) , vou publicar uma estrofe. 
Apenas uma estrofe, que pode ter dois, três, quatro, cinco, seis ou mais versos. 
Uma estrofe que foi escrita porque eu senti alguma coisa, porque eu vivi alguma coisa. 
Temos estrofes para todos os gostos. 
Sobre amor.
Sobre perda.
Sobre tristeza.
Sobre felicidade.
Sobre dor. 
Sobre saudade. 
Peço-vos que sigam a página, partilhem e deixem o vosso comentário. 
Peço-vos que continuem a apoiar os meus projetos e a dar-me o vosso amor. 
Este é um projeto muito especial. 
Pensado e desenvolvido com muito amor, carinho e delicadeza. 
Porque é assim que a poesia deve ser sentida.

Um beijo e até breve. 
- Carina Subtil



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Acabei o Curso, e Agora?

 No passado mês de julho, terminei a minha licenciatura em Comunicação e Media pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria. Desde então, enviei muitos currículos, seja para trabalhos na minha área ou não. Embora eu acredite que termos um diploma e um curso superior nos abre mais portas e oferece mais oportunidades a nível de carreira, também sei ser realista e reconhecer que nada nos garante que vamos ter emprego na nossa área de formação imediatamente depois de terminarmos o curso. Sei que o meu ponto de vista não é consensual, mas a verdade é que o dinheiro não cai do céu e é sempre bom ter um plano B quando o plano A não corre como esperamos. Porque, de qualquer forma, tenho de trabalhar. Também decidi não fazer mestrado exatamente por isso; porque quero ganhar experiência profissional e independência financeira. Não tenho medo de trabalhar nem vergonha de aprender coisas novas. Também não serei a primeira pessoa a trabalhar em algo que não é pro...

I am (not) feeling 22

Hoje, dia seis de janeiro de dois mil e vinte seis, faço vinte e dois anos.  E a primeira coisa que me passa pela cabeça quando penso na idade que faço é: que horror! O tempo está a passar absurdamente rápido e parece-me uma idade demasiado "séria". Porque, tal como diz o título deste texto, não me sinto com 22 anos*. Mas talvez não me sentir com 22 anos não seja rejeitar a idade, mas aprender a lidar com ela à minha maneira. De repente já sou adulta, já trabalho, já ganho o meu próprio dinheiro, já desconto para a segurança social e as crianças e adolescentes já me tratam por senhora! Se, aos catorze anos, me tivessem dito que a minha vida ia dar tantas voltas, eu não acreditava. Sinto que sou sempre ligeiramente repetitiva nos textos que publico sobre o meu aniversário, ou até sobre o fim de ano, mas não é propositado. De facto, tenho sentido o tempo a passar demasiado depressa. O tempo passa por entre os meus dedos e às vezes nem sei o que fazer com ele; por vezes até pare...

Desabafos de uma estudante universitária #9

 #9 O Estágio e o Fim da Licenciatura  "Linda Leiria, quero cantar-te. Sou estudante da terra distante, sempre vou amar-te." É com muito orgulho que chego ao fim desta etapa. Nos últimos três anos, dediquei-me exclusivamente ao meu curso e não me arrependo disso. Foram três anos de muito trabalho, muito empenho, muita ansiedade, muita dedicação, muitas dores de cabeça e também muitas noites mal dormidas. Creio que já aqui disse isto, mas sempre pensei que ir para a universidade era uma coisa que só acontecia aos outros, aos mais inteligentes, aos mais ricos, aos mais populares, aos que têm a certeza daquilo que querem fazer no futuro. Na minha cabeça, o ensino superior era um desfio tremendo e só os melhores podiam estar à altura. Mas eu estava enganada, porque consegui. Tenho muito orgulho em mim e naquilo que consegui. Mas não foi um percurso fácil. Comecei o primeiro ano com vontade de desistir, com vontade de me ir embora por me sentir demasiado deslocada, desamparada e s...