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Mensagens

A mostrar mensagens de 2025

Adeus Ano Velho - Olá Ano Novo

Hoje é o último dia de 2025 e eu não tenho palavras para descrever a montanha-russa que foi este ano. Foi tudo menos um ano tranquilo. Como sabem, sempre gostei mais da passagem de ano do que do Natal, mas não estou muito entusiasmada desta vez.   2025 foi um ano marcado pelo final da minha licenciatura - que é um algo que me deixa bastante orgulhosa de ter conseguido - mas também por vários problemas a nível pessoal, nomeadamente duas perdas de dois familiares. No entanto, no meio da tempestade que assolou a minha família várias vezes, conseguimos encontrar alguma coisa boa, conseguimos ganhar força e coragem no amor e na união. Mas é claro que fico triste. O que me deixa mais triste é saber que estou a perder algumas pessoas que eram fundamentais, e que por motivos de força maior estão a desaparecer. Mais uma vez, gostava de deixar uma palavra de solidariedade e de força para todos aqueles que perderam algum familiar ou alguma pessoa importante este ano. De qualquer forma, g...

Sete Anos

 Hoje, dia dezanove de dezembro, este blogue completa sete anos de existência.  Ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos, este ano não me vou alongar muito neste texto comemorativo.  Este ano quero apenas agradecer.  OBRIGADA a todos aqueles que me acompanham e me apoiam desde o primeiro dia. Desde quando eu era um menina de catorze anos que apenas queria partilhar os seus textos com o mundo e ser compreendida por alguém.  OBRIGADA a todos os que lêem os meus textos e se identificam de alguma forma com as minhas palavras, com os meus sentimentos e com as minhas emoções.  OBRIGADA aos meus amigos e à minha família, por serem o meu pilar e por estarem sempre presentes; por apoiarem os meus sonhos e aplaudirem as minhas conquistas.  OBRIGADA por toda a vossa paciência e compreensão. Ultimamente não tenho publicado muitos textos, apenas publico quando faz sentido. A vida está a acontecer e, confesso, não tenho tido muito tempo nem inspiração par...

Acabei o Curso, e Agora?

 No passado mês de julho, terminei a minha licenciatura em Comunicação e Media pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria. Desde então, enviei muitos currículos, seja para trabalhos na minha área ou não. Embora eu acredite que termos um diploma e um curso superior nos abre mais portas e oferece mais oportunidades a nível de carreira, também sei ser realista e reconhecer que nada nos garante que vamos ter emprego na nossa área de formação imediatamente depois de terminarmos o curso. Sei que o meu ponto de vista não é consensual, mas a verdade é que o dinheiro não cai do céu e é sempre bom ter um plano B quando o plano A não corre como esperamos. Porque, de qualquer forma, tenho de trabalhar. Também decidi não fazer mestrado exatamente por isso; porque quero ganhar experiência profissional e independência financeira. Não tenho medo de trabalhar nem vergonha de aprender coisas novas. Também não serei a primeira pessoa a trabalhar em algo que não é pro...

Laços de Sangue

Com o passar dos anos e à medida que fui crescendo, fui percebendo que a família é a coisa mais preciosa e importante que temos na vida. Partilhamos o mesmo sangue e a mesma árvore genealógica e agarramo-nos a essas pessoas até ao fim dos nossos dias. Há amigos que vão e que voltam, e há amigos que se tornam parte da nossa família com o passar do tempo. No entanto, perder um membro da família, sobretudo se for uma pessoa mais próxima de nós, é sempre doloroso.  Em 2023, escrevi o texto "O luto e as coisas que nunca superámos" , que foi lido por mais de cem pessoas. Na altura tinha perdido a minha tia há relativamente pouco tempo e estava a ser complicado lidar com o luto e com a perda. Dois anos depois, senti novamente necessidade de escrever sobre este tema porque a minha mãe perdeu outro irmão e eu perdi mais um tio há cerca de quatro meses.  Os primeiros seis meses deste ano foram particularmente complicados porque estava muita coisa a acontecer ao mesmo tempo na minha vid...

A Inquietante Vida dos Adultos

Não consigo dormir com tantas portas abertas na minha cabeça. Fazem muito barulho. Um zunido ensurdecedor. Um sonho que sonhamos de olhos abertos e se confunde com a realidade. Uma aflição que dói na alma. Um filme de memórias, histórias e enredos impossíveis que se fundem num só. Uma roda dentada que luta a todo o custo para parar mas continua a perseguir a luz, o combustível de todos os pensamentos. As vozes indecifráveis que nos dizem o que temos de fazer no dia a seguir, a quem temos de ligar ou mandar mensagem. O corpo que paga e que implora por sossego e por um momento de silêncio. E as noites. As noites de calor que nos mantêm despertos com desconforto e trazem à tona todos os pesadelos. O arrependimento. O arrependimento da manhã seguinte, pelas coisas que deixámos acumular, pelos sonhos que não deixámos voar. A urgência que temos por viver um dia de cada vez e por nos resignarmos à segurança da rotina.  Tudo isso faz-nos repensar aquilo que é mais importante. Faz-nos senti...

Saudades do Agora

 Tenho saudades dos momentos quando eles ainda estão a acontecer. Não sei se é normal ou se é uma coisa minha e característica da idade, mas a verdade é que sou invadida por uma nostalgia gigante quando estou a viver uma coisa pela qual ansiava há muito tempo. Por exemplo, quando estou na praia gosto de estar no meio do mar, com os pés afundados na areia, a olhar e a absorver toda aquela imensidão de azul. Olho para todos os lados e respiro fundo várias vezes para me embriagar com o cheiro a maresia e guardar para sempre na minha mente aquele cenário. Quando estou num evento de família, a partilhar segredos e gargalhadas à mesa, gosto de me manter calada e quieta, apenas a observar tudo o que está a acontecer. Quero guardar na minha mente todos os momentos da melhor forma possível, porque sei que há coisas que nunca mais se vão voltar a repetir, só as vivemos uma vez. O tempo passa e foge das nossas mãos a uma velocidade absurda. Já não somos crianças, mas sim adultos com responsab...

Desabafos de uma estudante universitária #9

 #9 O Estágio e o Fim da Licenciatura  "Linda Leiria, quero cantar-te. Sou estudante da terra distante, sempre vou amar-te." É com muito orgulho que chego ao fim desta etapa. Nos últimos três anos, dediquei-me exclusivamente ao meu curso e não me arrependo disso. Foram três anos de muito trabalho, muito empenho, muita ansiedade, muita dedicação, muitas dores de cabeça e também muitas noites mal dormidas. Creio que já aqui disse isto, mas sempre pensei que ir para a universidade era uma coisa que só acontecia aos outros, aos mais inteligentes, aos mais ricos, aos mais populares, aos que têm a certeza daquilo que querem fazer no futuro. Na minha cabeça, o ensino superior era um desfio tremendo e só os melhores podiam estar à altura. Mas eu estava enganada, porque consegui. Tenho muito orgulho em mim e naquilo que consegui. Mas não foi um percurso fácil. Comecei o primeiro ano com vontade de desistir, com vontade de me ir embora por me sentir demasiado deslocada, desamparada e s...

Porque Escrevo?

Não sei fazer mais nada na vida além de escrever. Escrevo como se a minha sobrevivência dependesse disso. Escrevo com uma urgência que transcende a compreensão humana. Escrevo como se precisasse mais das palavras do que de ar para respirar. Escrevo porque me faltam pessoas para falar sobre os meus problemas e porque o medo da incompreensão é maior que o medo da solidão. Escrevo porque me liberta e porque ajuda a fechar todas as feridas. Mesmo que o que eu diga não faça sentido. Escrevo quando me dói a alma ou quando preciso de manter a calma, tal é a tempestade que vai no meu peito ou na minha cabeça. Escrevo para acreditar mais em mim, talvez assim consiga confiar nas minhas próprias escolhas e intenções, talvez assim consiga exprimir melhor as minhas emoções. Escrevo em prosa e em verso. Escrevo o abstrato e o concreto. Escrevo factos e escrevo opiniões. Escrevo as melodias que fazem aquecer os corações. Escrevo coisas que não partilho com ninguém e coisas que me dão vontade de parti...

Esperar em Silêncio

Esperei tantas vezes por ti. Esperei tantas vezes por uma mensagem tua assim que chegasses a casa do trabalho. Esperei tantas vezes por uma notícia tua com novidades sobre a tua família. Esperei tantas vezes que partilhasses comigo as tuas conquistas. Esperei por tanta coisa.  Dizem que quem espera sempre alcança, mas a única coisa que eu alcancei foi a solidão. Provei do meu próprio veneno. Deixei que a minha felicidade, que a minha identidade e credibilidade voassem com o vento. Deixei-te ir. Porque eu esperava que me desses o que eu nunca te consegui dar. Esperava que fizesses o que eu nunca consegui fazer. Esperava pelo sucesso de uma relação que nunca teve realmente pernas para andar. Esperava que conseguisses organizar a confusão que é a minha vida. Esperava que conseguisses curar todas as feridas do meu coração. Esperava que conseguisses tranquilizar a minha mente. Esperava que tudo fosse tão diferente.  Tudo o que eu fiz foi esperar. Esperar. Esperar. Esperar. Esperar ...

Infinito

Achamos que somos imortais, eternos, infinitos. Talvez seja verdade. Talvez sejamos imortais, eternos e infinitos na mente e no coração daqueles que permanecem depois de partirmos. Talvez essas sejam as pessoas verdadeiras. Porque, mesmo que vivamos numa realidade em que a esperança é pouca, temos sempre de nos apegar à verdade. Que é, também ela, imortal, eterna e infinitoa. Ou, pelo menos, quero acreditar nisso.  Temos de nos apegar a alguma coisa, porque somos seres humanos, de carne e osso, com corações que batem com urgência mas que carregam, muitas vezes, muitos segredos. Corações que são, aparentemente, infinitos e inesgotáveis. Carregam dores, amores, memórias. Carregam pedaços de vidro, de todas as vezes que sofreram assaltos. Carregam incertezas e cicatrizes. Carregam o peso do silêncio, da solidão, da escuridão. Mas, de que vale ter um coração hoje em dia, quando há sempre alguém disposto a roubá-lo, a magoá-lo, a usá-lo como se fosse um brinquedo? De que vale ser uma bo...

Contrakapa

O Contrakapa é um podcast sobre livros e leituras realizado por estudantes do meu curso e no qual eu participei ao longo da minha licenciatura. É um projeto que, com o passar do tempo, se tornou muito especial e importante para mim, por isso, e antes de ir para estágio, decidi dedicar-lhe este texto. O podcast está disponível no Spotify, basta escreverem Contrakapa na barra de pesquisa, mas vou deixar no final deste texto um link onde também estão disponíveis todos os episódios, caso queiram ouvir. Neste texto, vou falar um pouco sobre a minha participação neste projeto e explicar os motivos que me fazem gostar tanto dele, por isso, se tiverem interesse, continuem a ler.  Começo por dizer que nunca gostei da minha voz, e quem me conhece sabe isso. Antigamente, nunca ouvia as mensagens de voz que enviava aos meus amigos porque ouvir a minha voz me fazia imensa confusão. Nunca tive uma dicção perfeita e cheguei até a andar na terapia da fala para tentar corrigir isso. Quando andava n...

Desabafos de uma estudante universitária #8

#8 Fim do Primeiro Semestre do Terceiro Ano  Este é o penúltimo texto desta saga e marca o fim do primeiro semestre do terceiro ano da minha licenciatura. Confesso que escrever estas palavras e ouvi-las ecoar na minha cabeça faz-me sentir que o tempo passou demasiado depressa, porque estou a poucos meses de encerrar este capítulo da minha vida. Mas ainda falta o estágio, que ocupará a totalidade do segundo semestre. Neste texto, vou falar um pouco sobre como foi o primeiro semestre e o que senti ao longo destes meses. Queria também falar-vos um pouco sobre o processo de escolha do centro de estágio, mas vou deixar isso para o próximo texto, porque a verdade é que eu ainda não sei para onde vou estagiar. Confesso que estou um pouco ansiosa e nervosa, não só pela demora e falta de respostas e certezas, mas também porque vai ser a primeira vez que vou fazer um estágio, mas vou dar o meu melhor e tenho a certeza que vai correr tudo bem!   O grande acontecimento deste semestre...

Twenty + One

Hoje é o meu aniversário. Hoje faço vinte e um anos. Mais um ano de vida, mais uma janela de oportunidades que se abre. Sendo muito sincera, eu, que sempre gostei de fazer anos e de comemorar o meu aniversário, não estava particularmente entusiasmada por este. Decidi passar a meia noite com os meus amigos e o resto do dia com a minha família. Não quis fazer grandes planos nem nenhuma festa porque, para além de ser mais uma despesa, não estava no mood para tal. No final de contas, é só mais um ano a juntar aos vinte que já carrego nas costas. Mas, é mais um ano em que eu agradeço por estar viva e por ter saúde, por ter as minhas pessoas vivas e com saúde, por estar a conseguir construir o meu caminho e a lutar pelos meus sonhos e objetivos, pessoais e profissionais. Passaram seis dias desde que demos as boas vindas a 2025 mas, para mim, o ano novo só começa verdadeiramente agora. Gosto de fazer anos logo no início do ano por isso mesmo: para mim o ano só começa depois do meu aniversário...