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Desabafos em tempos de Covid #4

 Olá a todos! Aqui estou eu para o quarto, e provavelmente último, texto desta nova saga. Neste texto quero fazer-vos um ponto de situação sobre o ensino à distância, o covid, a minha saúde mental e livros, por isso, se estiverem interessados em saber mais sobre estes tópicos, é só continuarem a ler. 

Então vamos lá a isto. Começo por dizer que fiquei muito satisfeita com o plano de desconfinamento apresentado pelo senhor primeiro ministro no dia 11 de março. Sei que muitas pessoas também gostaram, outras nem tanto mas, verdade seja dita, há sempre alguém que nunca está contente com nada, mas é lidar. O discurso do PM ao declarar o plano de desconfinamento surgiu quase como uma luz ao fundo do túnel, no sentido em que, okay, há esperança. Vai ser uma jornada longa e demorada mas eu só espero que valha a pena e que as pessoas não comecem a abusar e estraguem tudo o que conseguimos, com muito esforço, até agora. Estou há quase seis semanas em ensino à distância e, por um lado, começa a custar, mas também não posso dizer que não está a correr bem. Como eu frequento o ensino secundário, só vou voltar dia 19 de abril, se não acontecer nada em contrário, por isso, ainda tenho um tempinho para organizar a minha vida. Outra coisa que soube como uma lufada de ar fresco, foi o facto de já terem declarado que os exames não são obrigatórios... Vocês não sabem o quão aliviada fiquei! Desde que começou este ano letivo que me questionava e que estava ansiosa por perceber se a logística dos exames ia ser como foi em 2020... e parece que sim! Fico feliz que o ministério da educação tenha tido a consciência de que a nossa motivação em EAD não é tão grande como em regime presencial logo, os resultados, se o método de avaliação fosse o normal, iam ficar aquém das expectativas.

Tenho de admitir que na última semana estive muito bem. Senti-me muito bem, motivada e entusiasmada. Tem corrido tudo demasiadamente bem e eu só posso estar grata porque, finalmente, encontrei o equilíbrio, encontrei algumas respostas. Não querendo deitar foguetes antes da festa e sabendo que as coisas podem mudar de um dia para o outro, porque adolescência, limito-me a viver um dia de cada vez e a agradecer. Afinal, estar em casa, não é assim tão mau. Muitos de nós, estudantes, queixamo-nos por ter aulas, depois estamos de férias e queixamo-nos por estar de férias, nunca há um consenso, por isso o melhor é aceitar o que universo nos dá. 

E por fim, falo-vos sobre livros. Já devem ter reparado que estou completamente viciada na série Bridgerton. Vocês devem pensar que eu não faço mais nada da vida para além de ler, mas eu garanto-vos que estão redondamente enganados porque eu só tenho lido ao final da tarde e é nessa altura que... pronto, dou cabo de um livro de trezentas páginas. Mas agora falando a sério, se não leram, convido-vos a ler as minhas reviews e a deixarem-se levar por este universo mágico da literatura e dos livros da Julia Quinn. A propósito disso, não sei se sabem mas eu faço parte dos voluntários da leitura da minha escola e a segunda semana de março foi a semana da leitura e, por isso, eu e outros dois colegas meus voluntários "invadimos" uma aula de uma turma de oitavo ano e falámos da nossa experiência enquanto voluntários e também enquanto leitores. Foram trinta minutos muito bons porque os alunos estavam realmente curiosos e interessados e acabou por ser um momento muito bom. Fiquei surpreendida porque encontrar alunos do oitavo ano interessados em livros (e até em ver o meu blog) costuma ser raro! Por isso fiquei muito feliz e foi uma forma de acabar a semana em grande!

E pronto, acho que vou ficar por aqui. Espero que tenham gostado desta saga e que comentem e partilhem nas redes. Fica aqui já prometido que, quando voltar ao ensino presencial, escrevo um texto a explicar como foi e se correu como esperado. Até lá, fiquem bem e cuidem-se. Amanhã sai uma nova review, por isso, até lá. 

Um beijo. 




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