Bem, aqui estou eu para mais uma review. Devo referir, antes de começar, que é importante que tenham lido os livros, ou pelo menos as outras reviews para estarem a par das personagens e do rumo da história. Hoje falo-vos sobre o quarto livro da série, que tem como protagonista o terceiro filho dos Bridgerton, Colin. Mas este livro acaba por não girar tanto à volta dele porque é aqui que é revelada a identidade de Lady Whistledown à sociedade londrina. Para mim, que vi a primeira temporada da série, não foi uma grande surpresa porque já sabia quem é que era a cronista. Mas fiquei surpreendida na parte em que o Colin descobriu.
O livro começa a falar da Lady Whistledown no momento em que ela revela que se vai aposentar. Todos aqueles que leram a sua última crónica ficaram muito surpreendidos e começaram então as especulações sobre quem seria a tão enigmática senhora. A propósito disso, Lady Danbury diz que oferece uma determinada quantia a quem descobrir a identidade de Lady W e começam aí as especulações. O que eles não sabem é que a Lady W é alguém que ainda está solteiro e que convive diariamente com os Bridgerton - é melhor amiga da Eloise e gostou, desde sempre do Colin. Ela própria foi criticada pela Lady Whistledown. Tem vinte e oito anos, é considerada como uma solteirona e nunca recebeu nenhuma proposta de casamento, recebendo de bom grado o seu destino. A luta pela revelação da sua identidade fê-la parar de escrever porque não queria que a descobrissem e que lhe tirassem o mérito de todos aqueles 11 anos de trabalho. Mas eis que, Cressida, uma recém casada, decide autorrevelar-se como Lady W, porque quer receber a recompensa. É aí que a verdadeira cronista, decide publicar outra crónica, desmentindo e acusando Cressida de ser interesseira. E é aí que Colin descobre que Lady W é... Penelope Featherington e confronta-a. Colin fica furioso e quer justificações e Penelope acaba por declarar o seu amor a ele e dizer que escrever aquelas páginas a fazia sentir menos sozinha e aceitar melhor a sua vida enquanto solteirona. Disse também que não ia deixar que Cressida lhe roubasse o reconhecimento por todos aqueles anos anónima. Aquele acaba por ser um segredo que fica só entre Colin e Penelope e que deixa Colin bastante perturbado porque, na sua perspetiva, todos têm um propósito de vida, menos ele. A história avança e entretanto eles casam e declaram o seu amor um pelo outro. Até que Cressida acaba por perceber a estratégia deles e ameaça revelar que sabe que Penelope é Lady Whistledown. Penelope conta isso a Colin e é ele mesmo que faz essa revelação publica dizendo que casou com a maior e melhor cronista do país.
Devo dizer que este livro não me surpreendeu tanto como os outros porque eu sabia a identidade da Lady Whistledown e também porque, a forma como Colin contou a todos que a sua mulher era a famosa escritora, não teve assim tanto impacto nem provocou tanta surpresa como esperado. De resto só posso elogiar, mais uma vez, a escrita da autora. A forma como ela consegue descrever a sociedade da regência britânica do século XIX, sem ser de uma forma autoritária e aborrecida, é muito interessante. Ela adiciona uma leveza e um sentido de humor muito divertido e peculiar à história. No que toca à noite de núpcias das personagens (e ao que acontece antes dela), as descrições não são muito perversas mas nota-se o romantismo e a intimidade características da situação. Nota-se o amor, e é isso que eu acho mais bonito. É que se nota mesmo que o amor vai surgindo entre as personagens ao longo da história.
E pronto, acho que vou ficar por aqui porque não sei que mais possa dizer. Espero que tenham gostado, que comentem e partilhem nas redes e até ao próximo texto.
Um beijo.

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