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Mensagens

A mostrar mensagens de 2024

Obrigada 2024!

Chegámos ao último dia de 2024. Confesso que, antes de começar a escrever, fui ler o texto que publiquei no final do ano passado, onde mencionei que desejava que 2024 me trouxesse mais calma e tranquilidade. De facto, era o que eu mais precisava e posso dizer que este ano foi muito mais tranquilo em muitos aspetos e fez-me crescer enquanto pessoa. Sendo sincera, não sei como consegui chegar inteira e lúcida até aqui, porque não foi um ano linear. Foi uma autêntica montanha russa de emoções e de acontecimentos, alguns inesperados e outros até previsíveis. Durante algumas semanas andei mesmo em piloto automático, completamente consumida pela rotina e pela minha vontade em alcançar os meus objetivos. Confesso que cometi alguns erros e tive algumas atitudes menos felizes das quais não me orgulho. Mas faz parte. Temos sempre os dois lados da moeda. O importante é que consigamos admitir os nossos erros e aprender com eles, para que não se voltem a repetir.  Apesar de tudo, não posso nega...

Despedidas

Nunca gostei de despedidas. Nunca gostei da dor que se instala no meu peito depois de um adeus. Nunca gostei da ansiedade de saber que depois da última vez não vai haver mais nenhuma. Nunca gostei do vazio e da tristeza que me sufocam depois da partida. Nunca gostei da ideia de seguir em frente e fingir, ainda que aparentemente, que está tudo bem e que continua tudo igual. Porque nunca mais fica tudo bem ou tudo igual.  Nunca gostei de chorar por aquilo que é inevitável, que não posso mudar, que não posso apagar, que não posso reverter. É uma sensação de desespero que toma conta de mim. É incontrolável. É mais forte do que eu. É resistente a todas as palavras de consolação. É resistente a todos os abraços. É resistente a todos os "estou aqui para ti", a todos os "vais ver que o tempo ajuda a curar". Mas como é que se cura a dor de uma despedida? Mas o que fazer para a dor ser mais tolerável? Mas quando é que vai deixar de doer? Como é que se lida com a culpa de deix...

Boas Festas

Gostava de poder dizer que adoro o Natal, que é a minha época favorita do ano, que me comovo com o espírito natalício e que acho as luzes e decorações lindíssimas e mágicas, mas não consigo e lamento por isso. Na verdade, acho as decorações de Natal pirosas e um desperdício de dinheiro, desculpem a sinceridade. Mas calma que nem sempre foi assim. Antes de questionarem as minhas opiniões, convido-vos a ler o resto do texto. Não peço que compreendam o meu ponto de vista, apenas que respeitem e reflitam. Fui perdendo o encanto pelo Natal com o passar do tempo e à medida que fui crescendo e ganhando consciência de algumas coisas. Mas comecei a gostar e a dar mais valor ao ano novo. Esta mudança de perspetiva deve-se ao facto de eu ter começado a encarar cada ano como um novo capítulo deste livro que é a vida, uma nova oportunidade de viver, crescer e fazer coisas novas. A passagem de um ano velho para um ano novo permite-nos refletir sobre as nossas ações e atitudes e perceber aquilo que t...

6 anos a partilhar Desabafos

Há seis anos, decidi criar este blog e todos os anos faço questão de assinalar este dia. São seis anos de um projeto que se tornou num refúgio, num compromisso. É um lugar para onde volto sempre, passe o tempo que passar. Esta página, é uma das minhas maiores conquistas e mesmo que sejam poucas as pessoas que leem os meus textos, só tenho de agradecer, porque é também graças a elas que continuo a publicar textos. Sei que todos os anos digo a mesma coisa, mas nunca é demais agradecer. Porque quando temos apoio é mais fácil lutarmos pelos nossos sonhos.   Ao longo destes seis anos evoluí e cresci, tanto a nível pessoal quanto a nível intelectual. Fui construído a minha identidade a nível da escrita e hoje reconheço que tenho uma forma de escrever muito singular, mais madura, mais clara e também mais ponderada. Ao longo destes seis anos, partilhei muitos altos e baixos da minha vida, coisas boas e outras menos boas. Escrevi sobre a pandemia. Escrevi sobre a minha experiência no e...

Quando é que vai deixar de doer?

Esta é uma pergunta difícil de responder porque cada pessoa tem o seu próprio tempo e a sua forma de gerir o sofrimento. Nem sempre é fácil, mas tentamos. Tentamos todos os dias ser alguém melhor. Tentamos todos os dias lutar contra as nossas inseguranças e contra os nossos medos. Tentamos todos os dias evitar pensar na pessoa que nos roubou o coração e, ao mesmo tempo, também o deixou em pedaços. Não sabemos quando é que vamos voltar a dormir uma noite tranquila sem a ansiedade nos dominar. Não sabemos quando é que a dor vai acabar nem quando é que as vozes que moram na nossa cabeça se vão calar. Não sabemos quando é que as memórias vão deixar de nos assombrar. Mas a verdade é que não somos nada sem elas. De facto, são as memórias que nos fazem ser quem somos. Através delas, formamos a nossa identidade e personalidade. As memórias confortam e dão-nos forças para seguir, para lutar, para acreditar. Somos um mero produto da passagem do tempo. Somos memórias em permanente construção. Não...

Desabafos de uma estudante universitária #7

#7 Fim do Segundo Semestre do Segundo Ano No passado dia 7 de junho foi o último dia de aulas do segundo semestre do segundo ano. Eu sei, eu sei... Já passou quase um mês desde que estou de férias e demorei imenso tempo a escrever este texto. Talvez tenha sido por falta de vontade ou falta de palavras no meu vocabulário para falar sobre tudo o que aconteceu no segundo semestre... Mas, como diz o ditado, mais vale tarde do que nunca e aqui estamos nós! Devo dizer que foi um semestre muito exigente e desafiante, provavelmente o mais trabalhoso de toda a licenciatura. Bem sei que ainda me faltam dois semestres para acabar o curso, mas para já é este o balanço que eu faço. Foram meses que exigiram muito de mim e que também me fizeram duvidar muitas vezes das minhas capacidades. No entanto, acredito que todas as adversidades e dores de cabeça provocadas pelo stress valeram a pena, porque os resultados finais refletem o meu esforço e a minha dedicação. Felizmente, posso dizer que fui aprovad...

"Afinal... Leiria existe ou não?"

Esta reportagem foi realizada por mim e pela minha colega Dayane Silva, durante o 2°semestre do 2°ano da licenciatura em Comunicação e Media, no âmbito da unidade curricular de Meios e Produção Jornalística! Espero que gostem!      " Desde há muito tempo, circula entre os portugueses o mito de que a cidade de Leiria não existe. Mas será que este mito realmente faz sentido? Maria e Celeste, jovens estudantes de mestrado em Educação Básica na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, confessam ter ouvido várias vezes a expressão mas dizem que “não faz sentido porque Leiria está no mapa”. Tal como elas, muitas pessoas concordam que este mito não tem fundamento, porém há também quem tenha argumentos para provar que Leiria pode realmente não existir.      Existem três possíveis razões que justificam o surgimento da expressão. Uns afirmam que tudo isto começou porque em todos os países existe um lugar que não existe e, no caso de Portugal, essa cidade é Lei...

50 anos de Liberdade

Hoje assinalam-se os cinquenta anos do 25 de Abril.  Como é óbvio, e tendo em consideração o atual cenário politico do pais, não podia deixar de publicar um texto especial para assinalar meio século de liberdade. Porque hoje, mais do que nunca, devemos celebrar a democracia. Para aqueles que vivem debaixo de uma pedra e não sabem, a chamada Revolução dos Cravos aconteceu no dia 25 de abril de 1974 e foi um momento crucial na história do país. Essencialmente, marcou o fim da ditadura e restabeleceu a democracia em Portugal. A revolução teve um impacto enorme na sociedade portuguesa pois permitiu a promoção da liberdade de expressão, dos direitos civis e políticos e também contribuiu para o desenvolvimento de um estado democrático. Atualmente, a extrema direita tem tido uma ascensão significativa em vários países da europa, nomeadamente em Portugal. Foi por esse motivo que eu mencionei anteriormente a importância de honrarmos e celebrarmos este dia. Esta realidade pode representar um...

Dia Mundial do Livro

Hoje é o Dia Mundial do Livro (e dos Direitos de Autor). Como é óbvio, eu não podia deixar de assinalar este dia com um texto especial. Como sabem, os livros têm uma importância enorme na minha vida. Os livros já me salvaram muitas vezes. Ajudam-me a distrair, a entender melhor o mundo e a entender-me melhor a mim própria. Transportam-me para realidades diferentes da minha, realidades que me proporcionam sensações, pensamentos e emoções únicas. Os livros são conforto, são casa. São o abraço que muitas vezes preciso mas não tenho.  Os livros são amizade, são amor, são ódio, são tristeza, são carinho.  Os livros espelham muitas vezes os pensamentos que temos vergonha de revelar. Os livros são, muitas vezes, melhor companhia do que algumas pessoas. Até porque se temos um livro connosco, nunca estamos sozinhos. Por esse motivo é que eu tenho sempre um livro na mala, mesmo que não tenha tempo para ler. Os livros acrescentam sempre alguma coisa às nossas vidas e aos nossos dias. Exi...

"A Máquina de Fazer Espanhóis."

Hoje trago-vos um texto um pouco diferente e que já não publico aqui no blog há bastante tempo. Recentemente li o livro "A Máquina de Fazer Espanhóis", da autoria de Valter Hugo Mãe, e senti uma súbita necessidade de escrever uma review dele. Este livro tornou-se um dos meus favoritos da vida, porque aborda a terceira idade de uma forma pouco convencional e fala sobre vários temas estruturantes. Tocou-me bastante, por isso achei que era merecedor de um texto exclusivo aqui no blog. Se estiverem interessados em ler esta reflexão sobre uma obra que, a meu ver, deve ser lida por todos, continuem desse lado. No final deste texto vou também deixar a sinopse, para lerem caso vos tenha despertado algum interesse.  Confesso que tive alguma dificuldade em começar o livro devido à forma como é escrito. O autor tem uma escrita muito semelhante à de José Saramago: não utiliza letras maiúsculas no início das frases nem travessões para assinalar os diálogos entre as personagens. Por isso, ...

Dia Mundial da Poesia

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Poesia.  A poesia é uma das formas mais antigas e mais bonitas de arte. A poesia faz parte da minha vida desde 2018. Há seis anos que escrevo poemas e que considero a escrita em verso como a forma mais intimista de expressar o que sentimos. É na poesia que me sinto mais livre. É na poesia que me sinto mais viva. É na poesia que sinto que posso ser eu própria, sem filtros e sem fingimentos. É na poesia que sinto que consigo exprimir as minhas emoções da melhor forma.  É na poesia que sinto que consigo exprimir melhor a minha verdade. Porque a poesia é nada mais do que verdade.  A poesia é verdade, é amor, é dor, é perdão, é tristeza, é solidão, é inquietação.  A poesia é beleza, é delicadeza, é dar atenção aos pequenos detalhes.  A poesia é sentimento, é viver o hoje e saborear o momento.  A poesia ajuda-nos a amar, ajuda-nos a acreditar, ajuda-nos a entender melhor o mundo.  A poesia ajudou-me a voltar respirar quando ...

Sou Mulher!

Hoje é Dia Internacional da Mulher.  E eu não podia deixar de assinalar este dia com um texto muito especial! Este é um dia de grande importância para todas as mulheres. Um dia que demorou muito tempo a ser estabelecido. Uma data em que se celebram todas as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres. Um dia que assinala e promove a luta pela igualdade de género e igualdade de direitos.  Porque esta uma luta que não pode acabar! No entanto, infelizmente, vivemos num mundo que continua a desvalorizar as mulheres e a importância do seu papel na sociedade. Um mundo cruel que dá voz aos agressores e culpabiliza as vítimas de violação, em vez de as apoiar.  Um mundo injusto e desumano em que as mulheres são mortas pelos homens pelas razões mais estúpidas e infundadas. Um mundo que, em vez de evoluir, está a regredir, e prova disso é o facto de que as mulheres são muitas vezes privadas de tomar decisões sobre o seu próprio corpo ou sobre as suas escolhas de vida. Um...

Desabafos de uma turista... Em Roma!

Quando eu fiz dezoito anos, a minha madrinha ofereceu-me uma viagem a Roma. Viagem essa que, por vários motivos, foi adiada. Mas agora, dois anos depois, finalmente aconteceu! Foi a primeira vez, em vinte anos de vida, que andei de avião e que saí do país, por isso é claro que tinha de partilhar com vocês alguns detalhes da minha ida a Roma. Foram cinco dias absolutamente inesquecíveis! Neste texto vou partilhar com vocês os sítios que visitei em cada um dos dias e vou falar um pouco sobre aquilo que senti antes, durante e depois da viagem! Por isso, se estiverem interessados, continuem a ler! Começando pelo principio, saímos de Lisboa na manhã de dia 3 de fevereiro . Confesso que estava um bocadinho ansiosa por andar de avião, estava curiosa por saber qual é a sensação de estar em cima das nuvens. Esperei dois anos por esta viagem por isso estava muito entusiasmada e ansiosa, mas era uma ansiedade boa! Foi a minha primeira viagem, a minha primeira vez a andar de avião e só poderia ser...

Desabafos de uma Estudante Universitária #6

  #6 Fim do 1ºSemestre do 2ºano & Cheguei a meio da licenciatura  Num abrir e fechar de olhos, cheguei a meio da minha licenciatura! Por um lado, sinto que o tempo passou a correr, por outro lado, parece que passou extremamente devagar. Neste texto vou falar-vos de como correu este primeiro semestre do segundo ano, que terminou no passado dia 12. Vou também fazer algumas reflexões sobre o facto de estar a meio do curso e sobre as saídas profissionais! Por isso, se estiverem interessados, continuem desse lado.  Já estava mais ou menos consciente daquilo que me esperava; já conhecia grande parte dos professores e já estava familiarizada com os meus colegas de curso. Estava apenas expectante sobre o funcionamento das unidades curriculares. Confesso que, depois do verão atribulado que tive, não estava muito motivada para voltar às aulas e à rotina. Na verdade, senti que precisava de "férias das férias" mas, como isso não é possível, não tive alternativa para além de encar...

Vinte !

Hoje faço 20 anos! Não é novidade nenhuma que adoro fazer anos e não podia deixar de assinalar este dia tão especial com este texto. São duas décadas de uma vida que me tem surpreendido bastante e sinto-me muito sortuda por ter o privilégio de assinalar esta data e partilhar este dia com as pessoas que mais amo.  Confesso que nunca pensei muito no dia em que fizesse vinte anos. O futuro sempre me assustou. Mas, apesar de tudo, tenho a certeza que a Carina de dez anos teria muito orgulho da Carina de vinte anos. Sei o quanto cresci e o quanto evoluí. Sei aquilo que sou e aquilo que valho. Sei que passei por muitas coisas, muitas adversidades ao longo destes vinte anos, e essas adversidades fizeram-me crescer e tornar-me na adulta de agora. Sei que tenho o apoio incondicional dos meus amigos e da minha família. Sei que eles têm muito orgulho na pessoa que me tornei e em tudo o que conquistei.  Para mim, o ano só começa realmente depois deste dia. Gosto muito de fazer anos no iní...