Avançar para o conteúdo principal

6 anos a partilhar Desabafos

Há seis anos, decidi criar este blog e todos os anos faço questão de assinalar este dia. São seis anos de um projeto que se tornou num refúgio, num compromisso. É um lugar para onde volto sempre, passe o tempo que passar. Esta página, é uma das minhas maiores conquistas e mesmo que sejam poucas as pessoas que leem os meus textos, só tenho de agradecer, porque é também graças a elas que continuo a publicar textos. Sei que todos os anos digo a mesma coisa, mas nunca é demais agradecer. Porque quando temos apoio é mais fácil lutarmos pelos nossos sonhos.  

Ao longo destes seis anos evoluí e cresci, tanto a nível pessoal quanto a nível intelectual. Fui construído a minha identidade a nível da escrita e hoje reconheço que tenho uma forma de escrever muito singular, mais madura, mais clara e também mais ponderada. Ao longo destes seis anos, partilhei muitos altos e baixos da minha vida, coisas boas e outras menos boas. Escrevi sobre a pandemia. Escrevi sobre a minha experiência no ensino secundário, do início ao fim. Também acompanharam a minha entrada na universidade e o meu percurso nestes três anos, que estão prestes a terminar. Publiquei também vários poemas, várias reviews de livros, partilhei trabalhos que desenvolvi na escola e na universidade, estórias, conselhos, sugestões e textos mais pessoais.

Confesso que não foram seis anos lineares porque duvidei muito de mim e pensei muitas vezes (mais do que gostaria) em apagar esta página. Mas arrependo-me sempre que essa ideia me surge, porque me parece inconcebível "deitar para o lixo" grande parte do meu portefólio, do meu legado, da minha paixão. 

No final de contas, os Desabafos são também a minha casa e tenho a certeza que ainda me vão levar muito longe. No final de contas, este projeto é parte de mim. 

Obrigada a todos por me lerem, por me apoiarem e por continuarem desse lado. 

Um beijo e até breve. 

- Carina Subtil 



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Acabei o Curso, e Agora?

 No passado mês de julho, terminei a minha licenciatura em Comunicação e Media pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria. Desde então, enviei muitos currículos, seja para trabalhos na minha área ou não. Embora eu acredite que termos um diploma e um curso superior nos abre mais portas e oferece mais oportunidades a nível de carreira, também sei ser realista e reconhecer que nada nos garante que vamos ter emprego na nossa área de formação imediatamente depois de terminarmos o curso. Sei que o meu ponto de vista não é consensual, mas a verdade é que o dinheiro não cai do céu e é sempre bom ter um plano B quando o plano A não corre como esperamos. Porque, de qualquer forma, tenho de trabalhar. Também decidi não fazer mestrado exatamente por isso; porque quero ganhar experiência profissional e independência financeira. Não tenho medo de trabalhar nem vergonha de aprender coisas novas. Também não serei a primeira pessoa a trabalhar em algo que não é pro...

I am (not) feeling 22

Hoje, dia seis de janeiro de dois mil e vinte seis, faço vinte e dois anos.  E a primeira coisa que me passa pela cabeça quando penso na idade que faço é: que horror! O tempo está a passar absurdamente rápido e parece-me uma idade demasiado "séria". Porque, tal como diz o título deste texto, não me sinto com 22 anos*. Mas talvez não me sentir com 22 anos não seja rejeitar a idade, mas aprender a lidar com ela à minha maneira. De repente já sou adulta, já trabalho, já ganho o meu próprio dinheiro, já desconto para a segurança social e as crianças e adolescentes já me tratam por senhora! Se, aos catorze anos, me tivessem dito que a minha vida ia dar tantas voltas, eu não acreditava. Sinto que sou sempre ligeiramente repetitiva nos textos que publico sobre o meu aniversário, ou até sobre o fim de ano, mas não é propositado. De facto, tenho sentido o tempo a passar demasiado depressa. O tempo passa por entre os meus dedos e às vezes nem sei o que fazer com ele; por vezes até pare...

Desabafos de uma estudante universitária #9

 #9 O Estágio e o Fim da Licenciatura  "Linda Leiria, quero cantar-te. Sou estudante da terra distante, sempre vou amar-te." É com muito orgulho que chego ao fim desta etapa. Nos últimos três anos, dediquei-me exclusivamente ao meu curso e não me arrependo disso. Foram três anos de muito trabalho, muito empenho, muita ansiedade, muita dedicação, muitas dores de cabeça e também muitas noites mal dormidas. Creio que já aqui disse isto, mas sempre pensei que ir para a universidade era uma coisa que só acontecia aos outros, aos mais inteligentes, aos mais ricos, aos mais populares, aos que têm a certeza daquilo que querem fazer no futuro. Na minha cabeça, o ensino superior era um desfio tremendo e só os melhores podiam estar à altura. Mas eu estava enganada, porque consegui. Tenho muito orgulho em mim e naquilo que consegui. Mas não foi um percurso fácil. Comecei o primeiro ano com vontade de desistir, com vontade de me ir embora por me sentir demasiado deslocada, desamparada e s...