Hoje, dia dezanove de dezembro de dois mil e vinte e um, completam-se três anos de existência deste blog. Do meu primeiro grande projeto e ato de coragem. Fez, em novembro, três anos que fui entrevistada pela Rádio Torres Novas e esse foi o grande pontapé de saída para eu ter decido criar este blog. Eu planeio os conteúdos, escrevo, crio os designs para o instagram sozinha e consigo organizar o meu tempo para gerir tudo o que é preciso gerir . E, na maior parte as vezes, não preciso de procurar a aprovação de ninguém porque me sinto confiante e gosto de ter as coisas à minha maneira. Já muitas vezes partilhei convosco que a vontade de desistir consegue, por vezes, ser maior do que a vontade de continuar, mas eu quero e sei que vou conseguir chegar ainda muito mais longe com esta página. Ao longo destes três anos desafiei-me e escrevi e publiquei cerca de cento e trinta textos com temáticas diferentes e perdi a vergonha que me restava ao falar sobre temas, alguns considerados tabu, como a menstruação, o aborto, a homossexualidade, a religião, o amor (correspondido e não correspondido) e muitos outros assuntos relacionados com a minha vida e opiniões pessoais. Só vos tenho a agradecer cada vez mais por acompanharem este meu percurso, por darem a vossa opinião, por incentivarem, por criticarem, por aplaudirem as minhas conquistas e sugerirem formas de eu melhorar os meus textos e escrever mais e melhor. Nada disto seria possível se eu não tivesse esse apoio, se não tivesse pessoas que me lessem e entendessem (embora não sejam muitas, mas sim valiosas, leais e suficientes).
Não me quero prolongar muito mais neste texto porque vocês já sabem de cor o quanto a escrita, a leitura e esta página significam para mim. Há uns anos atrás, eu tinha vergonha de dizer que gosto de ler e escrever, mas, com o tempo, fui entendendo que não faz sentido nenhum termos vergonha de falar daquilo que nos move. Haverão sempre pessoas a revirar os olhos e a não compreender o valor deste tipo de arte, tal como eu, por exemplo, muitas vezes não entendo o que é que leva uma pessoa a gostar de futebol ou a gostar de jogos de computador, mas não é por não entender que vou julgar. É com muita tristeza que digo que as letras ainda são, no nosso país, uma arte muito desvalorizada. Já Fernando Pessoa e Luís de Camões escreviam a sua tristeza sobre não terem o devido reconhecimento pela sua arte. Mas todos somos diferentes, todos temos gostos diferentes e são esses gostos e essas paixões que nos tornam únicos.
Com isto me despeço e agradeço por terem lido este texto. Por agora é tudo, espero que tenham gostado, que fiquem bem e partilhem este texto para ajudar o blog a chegar a mais pessoas.
Um beijo e até breve.
- Carina Subtil
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