Hoje é o último dia do ano de dois mil e vinte um. Dentro de poucas horas, vamos despedir-nos de mais um ano intenso e desafiante e dizer olá ao ano dois mil e vinte e dois com esperança que seja repleto de coisas boas e de novas oportunidades. Este vai ser o último texto do ano, por isso, se estiverem interessados em ler a minha retrospetiva sobre dois mil e vinte um e as minhas expectativas para o próximo ano, basta continuarem a ler!
Saber que este seria o último ano que vivia enquanto adolescente, fez-me ter mais vontade de o viver intensamente. Dentro de uma semana faço dezoito anos e sinto mesmo que foi isso que fiz ou, pelo menos, tentei fazer ao longo deste ano Foi mais um ano condicionado pela pandemia, mas que nos despertou o sentido de esperança devido ao aparecimento das tão desejadas vacinas. Foi um dos melhores anos da minha vida que me proporcionou um dos melhores verões da minha vida... Foram doze meses que me fizeram crescer, aprender, refletir, arriscar e, sobretudo, ajudaram-me a descobrir muitas coisas sobre mim... Atrevo-me a dizer que o meu eu de janeiro e o meu eu de dezembro, não se reconhecem... E digo isto porque os segundos seis meses deste ano, em relação aos primeiros seis, tiveram um impacto avassalador na minha autoestima e nas minhas ambições e perspetivas. Passei por muita coisa este ano a nível pessoal e não só. Fui muito feliz mas também me senti muito triste e impotente. Questionei-me muitas vezes sobre o sentido da vida e consegui algumas respostas. Perdi amizades e muitas coisas mas também ganhei outras que me fizeram voltar a sorrir e me deixaram entusiasmada. Não tirei muitas fotos porque acredito cada vez mais que a memória é a nossa melhor máquina fotográfica e o coração nunca se esquece daquilo que o marcou.
Faço dezoito anos daqui a uma semana e confesso que nunca consegui projetar muito bem como é que este dia seria. Nunca consegui projetar muito bem com é que estaria a minha vida quando chegasse esta altura. Talvez por pensar que o tempo demoraria a passar e que teria muito tempo para pensar nisso... No entanto, aqui estamos nós... No entanto, aqui estou eu sem saber o que dizer e sem saber o que fazer... Sem saber como vou festejar os meus dezoito anos, tendo em conta os tempos de incerteza em que vivemos... O tempo tem passado, a meu ver, cada vez mais depressa e isso só quer dizer que não podemos deixar para amanhã o que podemos e queremos fazer hoje... Não podemos deixar encravado na nossa garganta o amo-te que queremos dizer hoje... E esse amo-te até pode nem ser dito por palavras, as ações também falam por si... Cada vez mais é mais urgente viver e perceber que nem as lendas duram para sempre... Que somos finitos e que cada segundo conta.
Não elaborei nenhuma lista de objetivos para 2022, mas é claro que gostaria de conquistar algumas coisas: gostava de ter saúde - já não digo que gostava que a pandemia acabasse porque esse desejo é comum a todos nós, embora saibamos que ainda pode demorar algum tempo, gostava de conseguir acabar de tirar a carta, gostava de conseguir acabar o décimo segundo ano com boas notas e gostava que a minha entrada na universidade fosse possível. Não sinto que valha a pena dizer que gostava que mais alguma coisa acontecesse porque acredito cada vez mais que nada acontece por acaso e o que tem de ser tem muita força.
Antes de acabar este texto, tenho uns agradecimentos a fazer, porque isso também é importante. É importante ter uma palavra de agradecimento aos que fazem parte da nossa vida e têm um papel fundamental no nosso dia a dia. Agradeço hoje, e todos os dias, à minha família, aos (poucos) amigos que tenho e que todos os dias me fazem sorrir e a vocês, pessoas anónimas, que visitam a minha página e fazem questão de ler e de acompanhar e incentivar a continuidade deste meu sonho. Sonho esse que vou querer continuar a sonhar até ao fim dos meus dias.
Sejam felizes e tenham um bom ano novo! Vemo-nos por aí!
Um beijo.
- Carina Subtil
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