Aqui estou eu novamente para mais um texto da saga "Desabafos de uma leitora". Espero que tenham gostado do primeiro texto e que continuem a ler para descobrir o conteúdo do segundo. Neste texto vou falar-vos dos meus géneros literários favoritos e explicar de que maneira é que isso tem impacto na minha vida.
Como já referi no primeiro texto desta saga, eu comecei por ler pequenos livros de contos e de aventuras, como os livros da coleção "Uma aventura..." ou os livros das "Gémeas do Colégio de Santa Clara" e até mesmo os famosos livros d' "Os Cinco". Mas depois, mais tarde, percebi que não era disso que eu gostava e comecei a apostar noutros géneros. A bibliotecária da minha escola, uma senhora que eu gosto e admiro muito, foi crucial nesse processo porque eu não sabia exatamente do que é que eu gostava e portanto ia variando de livro para livro e de género para género. E ao longo do tempo e conforme fui crescendo, fui lendo e fui percebendo que o meu coração pertence aos livros policiais e aos romances. Hoje em dia já não consigo viver sem um bom policial e sem um bom romance e vou já explicar porquê:
1. Livros policiais - Lembro-me perfeitamente que foi em 2018 que li pela primeira vez um livro policial. A minha irmã ofereceu-me no meu aniversário "A Rapariga no Gelo" de Robert Bryndza e eu li-o em pouco mais de uma semana e fiquei absolutamente rendida. Depois descobri que "A Rapariga no Gelo" era apenas o primeiro livro de uma coleção de seis livros policiais e pronto... foi a loucura. Os livros policiais são muito interessantes porque transmitem uma adrenalina e uma energia muito boa e parece mesmo que estamos a viver cada momento ao lado da protagonista. Os policiais são muito viciantes, sobretudo quando são livros que fazem parte de sagas, fica uma vontade enorme de saber o que vem a seguir e de ter o livro a seguir. É muito interessante ler o ponto de vista daquele que comete o crime, perceber os motivos que o levou a ser como é... porque é muito isso que falta na sociedade, compreensão, ouvir o outro. Sei que um crime será sempre um crime independentemente daquilo que o antecede, mas muitas vezes é importante que haja essa noção de ouvir o lado da pessoa antes de a julgar. Os policiais são também aquela chapada de luva branca que nos faz abrir os olhos quando estamos felizes da vida e pensamos que tudo é perfeito e não existem crimes nem guerras no mundo.
2. Romances - Quando estou farta de ler livros policiais, viro-me para os romances. E quando estou farta de romances, leio policiais. É assim que funciona. É assim que eu funciono. É necessário existir um equilíbrio entre o amor e a escuridão. Os romances muitas vezes iludem e enjoam as pessoas por terem muito amor e muito "mel", mas há que saber ver o outro lado. Gosto de ler romances porque, para além de me ensinarem que o amor é bonito e move montanhas e que com amor consegue-se tudo, também me ensinam a perceber melhor o lado mais cruel, menos bonito e mais difícil do amor. Porque nem tudo são rosas. Há uns tempos li uma frase que me define muito enquanto leitora de romances: "A triste vida de quem lê romances e não encontra ninguém à altura para viver um na vida real". Ás vezes sinto-me assim, mas depois penso que viver uma adolescência inteira sem ter um compromisso amoroso é um grande privilégio porque posso fazer o que bem me apetecer (quer dizer, com um namorado também posso, mas vocês perceberam). Neste momento estou muito bem sozinha e sinto-me muito bem a ser testemunha dos romances dos meus amigos e dos livros que leio.
E pronto, acho que cumpri com o objetivo deste tema. É claro que não leio só romances e policiais, também gosto e leio alguns de livros de não-ficção e de livros autobiográficos (por exemplo, li "O Diário de Anne Frank" com 12 ou 13 anos), mas admito que não sou lá muito fã de clássicos e de romances históricos (mas gostei do romance de Pedro e Inês de Castro e também, claro, os Bridgerton). Este texto vai ficar por aqui, não vos quero aborrecer mais, eventualmente posso fazer, daqui a uns tempos, uma parte dois e falar sobre os livros autobiográficos e de não-ficção, digam-me o que acham nos comentários. Eu estou de volta dia 1 de maio para mais um texto. Até lá, fiquem bem.
Um beijo.
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