Avançar para o conteúdo principal

Bridgerton: Review Sexto Livro

 Chegámos ao sexto livro desta coleção, o que quer dizer que já só faltam três! Este livro tem como protagonista Francesca, a sexta filha dos Bridgerton. Confesso que não me conquistou tanto como os restantes porque senti que faltava um pouco mais de ação na história, mas não deixou de ser uma narrativa muito bonita e cheia de romance. 

No inicio da história percebemos que Francesca vive um casamento feliz de dois anos com John Stirling, duque de Kilmartin. (Para vos inserir um pouco no contexto, Francesca casou antes do seu irmão Colin e da sua imã Eloise, desta forma, ao lerem o livro, vão perceber o porquê de alguns acontecimentos.) John era filho único mas considerava Michael Stirling, o seu primo, como um irmão e Francesca considerava Michael como um melhor amigo. Os três conviviam diariamente e tinham uma grande cumplicidade, mas Michael tinha um segredo: estava apaixonado por Francesca desde o primeiro dia em que a vira e sentia-se culpado por isso. Foi por esse motivo, por saber que nunca se conseguiria confessar a Francesca, que ele se afastou dela depois da morte súbita do seu primo John. É isso mesmo, Michael afastou-se de Francesca no momento em que ela mais precisava dele, no momento em que estavam os dois a sofrer pelo desaparecimento do querido John. Partiu para a Índia durante dois anos e foi lá que ele "substituiu" o John, assumindo o cargo de conde, enquanto Francesca cuidava das propriedades enquanto duquesa Kilmatin. Durante esses dois anos, ele não tirou Francesca do pensamento. Ela também não percebia o porquê do seu afastamento e esperou que ele regressasse para o confrontar e dizer-lhe também que decidiu que era altura de voltar a casar. E foi aí que Michael lhe declarou o seu amor e propôs que Francesca se casasse com ele. Ela ficou bastante surpreendida com a confissão e pediu tempo para pensar, até que chegou à conclusão que o sentimento era mútuo e que o que ela sentia por Michael era mais forte do que aquilo que ela sentira por John. 

Como puderam perceber, as personagens desta coleção são muito boas a lutar contra os seus sentimentos e a fugir do amor (não posso dizer que não me identifico) mas também têm um sentido de humor muito apurado que ajuda a tornar a história mais leve. Está longe de ser o meu livro favorito, mas não me arrependo de ter lido porque nunca tinha ouvido falar muito da Francesca pois era a personagem mais diferente e desligada da família, não queria estar sujeita a toda a visibilidade dos Bridgerton. 

E pronto, acho que vamos ficar por aqui. Aos que seguem religiosamente estas reviews e ainda não se fartaram, fica aqui o meu agradecimento. Garanto que estou a ler o mais depressa que consigo e que depois vou passar algum tempo sem ler romances e sem vos chatear com reviews. Até ao próximo texto, fiquem bem, comentem e partilhem nas redes. 

Um beijo. 






Comentários

Mensagens populares deste blogue

Acabei o Curso, e Agora?

 No passado mês de julho, terminei a minha licenciatura em Comunicação e Media pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria. Desde então, enviei muitos currículos, seja para trabalhos na minha área ou não. Embora eu acredite que termos um diploma e um curso superior nos abre mais portas e oferece mais oportunidades a nível de carreira, também sei ser realista e reconhecer que nada nos garante que vamos ter emprego na nossa área de formação imediatamente depois de terminarmos o curso. Sei que o meu ponto de vista não é consensual, mas a verdade é que o dinheiro não cai do céu e é sempre bom ter um plano B quando o plano A não corre como esperamos. Porque, de qualquer forma, tenho de trabalhar. Também decidi não fazer mestrado exatamente por isso; porque quero ganhar experiência profissional e independência financeira. Não tenho medo de trabalhar nem vergonha de aprender coisas novas. Também não serei a primeira pessoa a trabalhar em algo que não é pro...

I am (not) feeling 22

Hoje, dia seis de janeiro de dois mil e vinte seis, faço vinte e dois anos.  E a primeira coisa que me passa pela cabeça quando penso na idade que faço é: que horror! O tempo está a passar absurdamente rápido e parece-me uma idade demasiado "séria". Porque, tal como diz o título deste texto, não me sinto com 22 anos*. Mas talvez não me sentir com 22 anos não seja rejeitar a idade, mas aprender a lidar com ela à minha maneira. De repente já sou adulta, já trabalho, já ganho o meu próprio dinheiro, já desconto para a segurança social e as crianças e adolescentes já me tratam por senhora! Se, aos catorze anos, me tivessem dito que a minha vida ia dar tantas voltas, eu não acreditava. Sinto que sou sempre ligeiramente repetitiva nos textos que publico sobre o meu aniversário, ou até sobre o fim de ano, mas não é propositado. De facto, tenho sentido o tempo a passar demasiado depressa. O tempo passa por entre os meus dedos e às vezes nem sei o que fazer com ele; por vezes até pare...

Laços de Sangue

Com o passar dos anos e à medida que fui crescendo, fui percebendo que a família é a coisa mais preciosa e importante que temos na vida. Partilhamos o mesmo sangue e a mesma árvore genealógica e agarramo-nos a essas pessoas até ao fim dos nossos dias. Há amigos que vão e que voltam, e há amigos que se tornam parte da nossa família com o passar do tempo. No entanto, perder um membro da família, sobretudo se for uma pessoa mais próxima de nós, é sempre doloroso.  Em 2023, escrevi o texto "O luto e as coisas que nunca superámos" , que foi lido por mais de cem pessoas. Na altura tinha perdido a minha tia há relativamente pouco tempo e estava a ser complicado lidar com o luto e com a perda. Dois anos depois, senti novamente necessidade de escrever sobre este tema porque a minha mãe perdeu outro irmão e eu perdi mais um tio há cerca de quatro meses.  Os primeiros seis meses deste ano foram particularmente complicados porque estava muita coisa a acontecer ao mesmo tempo na minha vid...