Avançar para o conteúdo principal

"Confiar, Amar, Respeitar"

[este poema foi inspirado na relação de uma amiga muito especial e próxima de mim]


Confio em ti toda a minha vida,  

todos os segredos  

da minha banal  

e mortal  

existência. 

Confio em ti 

todas as inseguranças 

que me matam aos poucos,  

todas as vezes que sorri  

a pensar em ti,  

todos os momentos loucos  

que vivemos debaixo 

dos teus lençóis. 

Confio em ti  

mais do que confio em mim própria 

e espero nunca me arrepender  

de te ter entregue o meu coração, 

espero não me arrepender 

nem morrer  

por ser uma louca  

que nunca pediu nada  

para além do teu amor 

e da tua atenção.  

 

 

Amo-te para sempre  

e mais um dia 

e que a eternidade  

seja o nosso lugar. 

Amo que me ames  

desta forma tão louca,  

tão quente, tão tua.  

Amo que me dês a mão  

cada vez que saímos à rua.  

Amo que me mordas quando 

por uma noite 

me deixas ser só tua.  

Amo quando os nossos sonhos  

se encontram  

e fazemos de conta,  

damos nomes aos nossos filhos,  

aos nossos cães,  

partilhamos o desejo de uma vida  

sem noção  

de onde nos vai levar esta paixão. 

Amo que me deixes colar 

meus lábios aos teus, 

porque quando a magia acontece, 

meu corpo estremece. 

 

Prometo respeitar-te 

todos os dias da minha vida,  

todos os teus defeitos, 

todas as tuas decisões, 

todas as formas que encontrares 

para demonstrar o nosso amor. 

Vou respeitar tudo o que é teu, 

tudo o que é meu, 

tudo o que é nosso, 

porque é ao teu lado 

que a vida faz mais sentido. 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Acabei o Curso, e Agora?

 No passado mês de julho, terminei a minha licenciatura em Comunicação e Media pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria. Desde então, enviei muitos currículos, seja para trabalhos na minha área ou não. Embora eu acredite que termos um diploma e um curso superior nos abre mais portas e oferece mais oportunidades a nível de carreira, também sei ser realista e reconhecer que nada nos garante que vamos ter emprego na nossa área de formação imediatamente depois de terminarmos o curso. Sei que o meu ponto de vista não é consensual, mas a verdade é que o dinheiro não cai do céu e é sempre bom ter um plano B quando o plano A não corre como esperamos. Porque, de qualquer forma, tenho de trabalhar. Também decidi não fazer mestrado exatamente por isso; porque quero ganhar experiência profissional e independência financeira. Não tenho medo de trabalhar nem vergonha de aprender coisas novas. Também não serei a primeira pessoa a trabalhar em algo que não é pro...

I am (not) feeling 22

Hoje, dia seis de janeiro de dois mil e vinte seis, faço vinte e dois anos.  E a primeira coisa que me passa pela cabeça quando penso na idade que faço é: que horror! O tempo está a passar absurdamente rápido e parece-me uma idade demasiado "séria". Porque, tal como diz o título deste texto, não me sinto com 22 anos*. Mas talvez não me sentir com 22 anos não seja rejeitar a idade, mas aprender a lidar com ela à minha maneira. De repente já sou adulta, já trabalho, já ganho o meu próprio dinheiro, já desconto para a segurança social e as crianças e adolescentes já me tratam por senhora! Se, aos catorze anos, me tivessem dito que a minha vida ia dar tantas voltas, eu não acreditava. Sinto que sou sempre ligeiramente repetitiva nos textos que publico sobre o meu aniversário, ou até sobre o fim de ano, mas não é propositado. De facto, tenho sentido o tempo a passar demasiado depressa. O tempo passa por entre os meus dedos e às vezes nem sei o que fazer com ele; por vezes até pare...

Laços de Sangue

Com o passar dos anos e à medida que fui crescendo, fui percebendo que a família é a coisa mais preciosa e importante que temos na vida. Partilhamos o mesmo sangue e a mesma árvore genealógica e agarramo-nos a essas pessoas até ao fim dos nossos dias. Há amigos que vão e que voltam, e há amigos que se tornam parte da nossa família com o passar do tempo. No entanto, perder um membro da família, sobretudo se for uma pessoa mais próxima de nós, é sempre doloroso.  Em 2023, escrevi o texto "O luto e as coisas que nunca superámos" , que foi lido por mais de cem pessoas. Na altura tinha perdido a minha tia há relativamente pouco tempo e estava a ser complicado lidar com o luto e com a perda. Dois anos depois, senti novamente necessidade de escrever sobre este tema porque a minha mãe perdeu outro irmão e eu perdi mais um tio há cerca de quatro meses.  Os primeiros seis meses deste ano foram particularmente complicados porque estava muita coisa a acontecer ao mesmo tempo na minha vid...