Sei que este não é um assunto que agrade a todos mas eu decidi escrever mais um texto dedicado aos livros. Como já devem ter reparado eu sou totalmente apaixonada por livros. Muitos adolescentes da minha idade ficam felizes por receber um telemóvel novo ou uns ténis de marca mas eu não. Eu fico feliz por receber livros e fico feliz por ver a minha estante repleta deles. Os meus amigos sabem o quão louca e viciada sou no que toca a livros. Se o livro me prender mesmo eu leio a qualquer hora e em qualquer lugar e depois passo os dias a falar daquele livro mesmo bom. Muitas vezes quando acabo uma leitura fico a divagar sozinha sobre o livro porque, infelizmente, não tenho muita gente do meu grupo de amigos e conhecidos que partilhe deste amor dos livros comigo e fale comigo sobre eles. Nesta quarentena já li 8 livros e a minha irmã comprou-me outros tantos. A minha irmã também gosta bastante de ler, não tanto como eu, mas reconhece o meu desejo insaciável por livros novos e por isso nesta quarentena tem-me comprado livros novos e eu claramente que deliro. Eu não sei explicar porquê mas os livros fazem-me realmente feliz. Sei que muitas vezes aborrece eu estar sempre a falar sobre este assunto mas a verdade é que não sei mais sobre que falar. Não tenho o vício dos jogos de computador, dos filmes, das séries ou de qualquer outra coisa, tenho o vício da leitura. É um vício saudável e que me ajuda a alargar os meus conhecimentos e o meu vocabulário. O meu gosto pela escrita começou a partir daí. Quando entrei para o quinto ano descobri que a minha escola tinha uma biblioteca e que podia requisitar livros para os ler em casa e delirei. Tive uma professora de português fantástica que me acompanhou durante cinco anos e sempre me incentivou a ler e a escrever. Foi ela que corrigiu todos os textos, poemas e histórias, inclusive o meu primeiro livro. São as pequenas coisas e as pessoas como a minha professora de português, que me incentivam e me fazem querer continuar a escrever e me ajudam a projectar um futuro na área das letras. Também aprendi a não ser tão egoísta no que toca aos meus livros e aprender a parilhá-los. Antigamente, eu raramente emprestava um livro meu a alguém, a não ser que fosse alguém da minha confiança e do meu círculo de pessoas íntimas. Nesta quarentena percebi que estava a ficar sem espaço na minha estante e por isso decidi doar alguns livros mais antigos que já não leio há algum tempo. Decidi doar à biblioteca da minha escola porque é um lugar muito especial para mim e não podia ser o sítio melhor para eles. Sei que serão muito bem tratados e desta forma dou-lhes também a oportunidade de voltarem a ser usados e aproveitados pelos outros alunos da minha escola.
Bem, este texto já vai longo mas eu realmente queria escrever sobre isto. Espero que tenham gostado e que vos ajude a conhecer-me um bocadinho melhor e a compreender esta minha paixão. Por agora é tudo, até breve!
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