O ano de dois mil e vinte e dois, que hoje acaba, foi um ano em que fui muito feliz mas também fui muito atraiçoada pela ansiedade. Foi o ano em que conquistei muita coisa na minha vida, coisas essas que eu nunca esperava conquistar tão cedo. Espero sinceramente que gostem e que, se tirarem alguma mensagem deste texto, que seja o facto de que nada acontece por acaso. Basta continuarem a sonhar e a acreditar. Vemo-nos em 2023.
Fazendo um breve resumo daquilo que foi o meu ano, começo pelo mês de janeiro. O mês em que fiz dezoito anos, a idade tão ansiada por todos os adolescentes. Tive um dia de aniversário e uma festa extraordinária e senti-me mesmo feliz, senti que foi um dia mesmo especial, apesar das limitações que ainda existiam por causa da pandemia. Durante os meses que se seguiram e que restavam do ano letivo, fui jornalista e editora do jornal da associação de estudantes da minha escola. Foi um projeto que me deixou muito orgulhosa e satisfeita. Em maio, tive o meu baile de finalistas e em junho terminei o secundário. Em julho, fiz o meu crisma e fui aprovada no meu exame de condução. Em agosto, trabalhei na pastelaria das minhas primas e ganhei algum dinheiro extra. E finalmente, em setembro, entrei para a universidade e mudei-me para Leiria. Foram, sem dúvida, muitas coisas a acontecer, meses muito intensos. Como referi acima, nunca pensei que tudo isso fosse acontecer tão cedo. Nunca pensei que, aos dezoito anos, tivesse finalmente conquistado a minha independência e tanta coisa tivesse mudado (para melhor) na minha vida. Mas, como nem tudo são rosas, este foi o ano em que dei de caras com a ansiedade e, durante algumas ocasiões, nomeadamente o meu exame de condução, vi-me obrigada a tomar medicação para me tentar acalmar e controlar os nervos e a impotência que sentia.
Cada vez mais acredito que, sejam quais forem os planos que fizermos, nada acontece por acaso. Este ano foi a prova disso. Acredito mesmo que existe um motivo muito forte para tudo isto ter acontecido comigo ao longo deste ano. Durante este ano, desafiei-me muito e superei muitas das minhas expectativas. Passei a acreditar muito mais em mim e nas minhas capacidades e senti-me muito mais madura, racional e independente. Foram muitas mudanças, muitas conquistas e muitas emoções para um ano só. Espero sinceramente que o próximo ano seja mais calmo, me traga mais tranquilidade e força para continuar empenhada no meu futuro.
Antes de terminar este texto, queria deixar um agradecimento especial a três amigas minhas, a Carolina, a Sofia e a Marina, por terem estado presentes nos momentos mais marcantes do meu ano e por estarem ao meu lado a celebrar as minhas conquistas ou repreender-me quando é preciso.
Deixo-vos agora uma carta que escrevi de mim para mim e que reflete o meu orgulho em todas as conquistas que descrevi em cima e que aconteceram este ano na minha vida. Espero que gostem.
No início do ano, fizeste dezoito anos. Chegaste à tão ansiada maioridade. Sentiste tudo passar tão depressa, sentiste que o ponto alto da tua adolescência foi roubada por um pandemia que parecia não querer dar tréguas. Sentiste que a maioridade estava tão longe mas tão iminente que, quando chegou, estavas pronta para a abraçar. Uns meses depois, terminaste a escolaridade obrigatória com um misto de emoções e com um enorme orgulho pelas tuas notas. Mas carregada de perguntas sobre o futuro e aquilo que te esperava. Nunca antes te sentiste tão corajosa, tão poderosa, tão nostálgica. Abandonaste a escola e as pessoas que te viram crescer e te acompanharam nesse crescimento e no teu percurso escolar. Abandonaste o ninho onde sempre te sentiste segura. E voaste. Voaste para Leiria. Estás a estudar comunicação e, embora a separação tenha doído e sido repentina, nunca antes te sentiste tão realizada. Mas antes de voares, conseguiste tirar a carta. Passaste à primeira a ambos os exames e sentiste-te mais livre do que nunca. Mais adulta. Mais independente. Mais mulher. Contra todos os teus receios conseguiste tudo o que sempre quiseste sem ter noção disso. E ainda tiveste toda a bênção do Deus em que acreditas. Fizeste o crisma e viveste mais um dia feliz.
Se dois mil e vinte e dois fosse um filme, tu serias a protagonista. A típica rapariga dos clichês que parece que não parte um prato mas que tem dentro dela toda a garra do mundo. E quando gosta de alguma coisa, agarra-a e defende-a com unhas e dentes. Tu não acreditas mas mereceste todo o protagonismo que este ano te deu porque todas as opções estavam do teu lado. O apoio da tua família e dos teus amigos foi o suficiente para te dar força, para te dar o empurrão que faltava e para te dizer que estava tudo bem se não desse certo. Deus também teve um papel nisso. Porque antes de toda a gente, Ele acreditou em ti e tu acreditaste Nele. Tinha tudo para dar certo e deu. Venha o vier em dois mil e vinte e três, tu estás pronta... Porque o pior já passou e a tua essência continua a mesma. Tu continuas a mesma, continuas a escrever e alimentar-te da esperança e do amor que tens dado e recebido.
Portanto, Carina... Conseguiste! Nada acontece por acaso. Está tudo a dar certo. Basta continuar a sonhar e a acreditar. "

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