O prometido é devido. Sei que estou um pouco atrasada, mas hoje trago-vos a review de dois romances que li em fevereiro e aos quais fiquei completamente rendida. "Tudo o que nunca fomos" e "Tudo o que somos juntos", da autoria de Alice Kellen. Há muito tempo que não lia este tipo de histórias; romances proibidos mas leves e cheios de mensagens de superação e de crescimento. Devo confessar que gostei mais do primeiro volume do que do segundo mas fiquei completamente rendida ao amor dos dois protagonistas e à forma como se vai revelando e desenvolvendo. Gostei também da decisão da autora de fazer da música d'Os Beatles a banda sonora da vida da Leah. Não é por acaso que o "deixa acontecer" (let it be) é, digamos, o mote desta duologia. Posto esta pequena introdução, vou passar então a partilhar convosco a minha opinião em relação aos livros. Se estiverem interessados, continuem a ler.
Em primeiro lugar, devo dizer que estes dois livros são os ideais para quem procura e gosta de ler romances leves mas com mensagens fortes e transformadoras. A Leah era uma menina de luz que se transformou em trevas após a morte dos seus pais e o Axel foi quem a ajudou a voltar a brilhar e a continuar a pintar, ainda que, no início, um pouco inconscientemente. Ele é o melhor amigo do irmão dela e a Leah sempre fora apaixonada por ele. Eles têm quase dez anos de diferença e vão conversando e percebendo que existe algo mais entre eles para além de amizade mas sabem perfeitamente as consequências que podem surgir se assumirem o desejo que sentem um pelo outro. Portanto trata-se de um amor muito intenso mas proibido que é bastante bem retratado no primeiro livro. Até que algo acontece... O segundo volume é muito mais stressante, na minha perspetiva, muito mais baseado naquilo que a Leah tem de batalhar e enfrentar, nas escolhas que ela tem de fazer para conseguir alcançar a sua carreira de sonho, nas vezes que ela tem de errar... Estes pormenores são todos cruciais e fundamentais para criar bom conteúdo e para que entendamos a forma que a Leah tem de ver o mundo mas, pelo menos é o que eu acho. A autora conteve-se mais no romance neste volume e eu fiquei sempre expectante e à espera do momento em que eles voltam para os braços um do outro...
Confesso que, antes de ler, li muitas reviews para ficar com uma ideia daquilo que me esperava. As minha expectativas eram muitas e foram superadas! Gostei mesmo da história, da escrita da autora e da sua energia, da forma leve como conseguiu transmitir as lições de moral que vão surgindo. O amor do Axel e da Leah é muito clichê mas é muito bom perceber a forma como a autora construiu as personagens e como elas se encaixam e se completam tão bem. Recomendo muito que leiam!
Antes de terminar, deixo-vos a sinopse de ambos os livros em baixo.
Tudo o que nunca fomos - sinopse:
Leah está destroçada. Leah já não pinta. Leah é um fantasma desde o acidente que lhe levou os pais.Axel é o amigo do seu irmão mais velho e, quando aceita recebê-la em casa durante uns meses, quer ajudá-la a encontrar e a colar os pedaços da rapariga cheia de vida e cor que outrora foi. No entanto, Axel não sabe que ela sempre esteve apaixonada por ele, apesar de serem quase família… nem sonha que a sua vida está prestes a mudar.
Porque ela lhe está proibida, mas desperta-lhe os sentidos.
Porque há o mar, as noites estreladas e os discos de vinil dos Beatles.
Porque, às vezes, basta um deixa acontecer (Let it be) para ter tudo.
Este é o primeiro livro de uma série de dois volumes repleta de emoções.
Tudo o que somos juntos - sinopse:
Que acontecerá a Axel e Leah?Passaram três anos desde a última vez que se viram. Agora, Leah está quase a concretizar o seu sonho: expor numa galeria. E, apesar do que aconteceu, Axel tem de fazer parte de um momento como este.
Quando os seus caminhos voltam a cruzar-se, Leah precisa de tomar decisões que podem mudar tudo, porque, apesar do que se passou, todas as memórias continuam ali, tão presentes: intactas, maravilhosas, únicas, espreitando em cada brecha, todos os dias. Porque ele continua a ser aquele que ela não esqueceu. Ele é o mar, as noites estreladas e os vinis dos Beatles.
Porque, às vezes, basta deixar acontecer (Let it be) para termos tudo.
Por agora é tudo, espero que tenham gostado, espero não ter sido muito confusa! Fiquem bem e partilhem este texto para ajudar o blog a chegar a mais pessoas.
Um beijo e até breve.
- Carina Subtil
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