Este é o último texto da saga "Desabafos de uma aluna do secundário" e, para terminar em grande, falo-vos sobre o tema: exames.
Não foi por acaso que eu escolhi o dia de hoje para publicar o último texto. Acontece que, no passado dia 12 de julho, eu fui submetida ao exame de inglês. O exame teve quatro componentes: listening, reading comprehension, writing, oral evaluation. O ano passado e este ano, devido à pandemia, os exames do secundário não são obrigatórios, ou seja, cada aluno faz apenas os exames que quer e os resultados obtidos não têm influência na média interna, e podem ser usados como prova de ingresso no acesso ao ensino superior. No meu caso, eu fiz apenas o exame de inglês porque é o único que tem a ver com as minhas preferências e que posso usar como prova de ingresso, caso for para a universidade. Podia ter feito exame a outra disciplina também? Podia, claro! Mas eu não me sentia suficientemente preparada e confiante e preocupar-me com mais um exame que, provavelmente não vou usar para nada, só me ia causar um stress desnecessário. Então optei por inglês, sabia que tinha tudo para correr bem e não havia grande motivo para preocupações porque reconheço que tenho grandes capacidades de compreensão da língua.
No meu ponto de vista, os exames são realmente importantes, sobretudo no que respeita a preparação para mudança de ciclo. Eu fiz exame no quarto ano e senti que foi uma boa ajuda e um bom incentivo na transição para o segundo ciclo; não fiz nenhum exame no sexto ano, mas nesse caso não senti nenhuma diferença; fiz o exame de português e o exame de matemática no nono ano e senti muita diferença porque sem eles eu não teria estado tão consciente e tão preparada para a confusão do secundário. Por causa da pandemia, os exames do nono ano foram cancelados e eu acho que esse foi um erro enorme por parte do governo, sem os exames do nono ano, os jovens que vão enfrentar o secundário em setembro, vão ter muitas mais dificuldades de adaptação. Eu sou a favor da realização dos exames e percebo que, em contexto de pandemia, o aproveitamento dos jovens e as classificações obtidas sejam inferiores às habituais; percebo também o porquê de terem cancelado as provas de aferição e percebo o caráter não obrigatório dos exames do secundário, mas não consigo aceitar o ponto de vista do governo em relação aos exames do nono ano, que são um dos mais decisivos.
A verdade é o que o sistema de ensino português está a sofrer uma rotura iminente, há muita coisa que precisa de mudar, muita coisa que está igual há muito tempo e que não tem a devida atenção do ministério da educação. Há cada vez mais jovens a no gostar de estudar e a ter notas pouco satisfatórias, há falta de respostas, falta de apoios, falta de professores. E a culpa não é dos portugueses, mas sim de quem toma as decisões por eles.
E pronto, vou ficar por aqui. Espero que tenham gostado e que tenham recebido a mensagem que eu quis passar com este texto. Antes de me despedir, queria dizer que este será o último texto disponível no blog até setembro. Decidi fazer esta pausa para conseguir aproveitar as minhas férias, estar com a minha família, com os meus amigos, fazer coisas que gosto e descansar. De qualquer forma vou continuar a publicar conteúdos nas stories do instagram do blog, por isso fiquem atentos!
Até setembro, fiquem bem! Um beijo!
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