Bem, devo dizer que 2020 não começou da forma que eu esperava. Os primeiros dias foram muito confusos e eu senti que tudo estava prestes a cair sobre os meus ombros. Pela primeira vez, não me senti confiante sobre aquilo que estava por vir. Senti - me insegura acerca daquilo que 2020 me ia dar e consequentemente aquilo que os meus 16 anos me iam proporcionar, coisa que não costuma acontecer. Interpretei o facto de o segundo período ter começado no meu aniversário como um sinal, um possível sinal de que as coisas podiam correr bem. Mas a verdade é que 2020 tem sido intenso e um ano de descoberta. Não só de descoberta pessoal, mas também dos meus objectivos.
Acho que até agora o acontecimento mais marcante do meu ano foi o facto de ter escrito e publicado o meu livro. Estar focada naquele projeto durante os dezassete dias, fez - me pensar naquilo que realmente sou capaz. Escrevi o meu primeiro livro, o feedback tem sido incrível e a história em si está melhor do que alguma vez imaginei. Sei que é um pouco cliché, mas todos os livros têm um pouco de cliché também.
No dia em que publiquei o primeiro capítulo fiquei em lágrimas, agarrada aquela pessoa que me ajudou a tornar aquele sonho realidade. Eram lágrimas de alegria mas também de um certo receio e de todo o impacto que poderia ter nas pessoas e do feedback que ia porventura receber. A opinião das pessoas em relação ao que escrevo sempre foi muito importante para mim e neste caso não foi excepção. É a vossa opinião que me motiva e que me faz querer continuar a fazer mais e melhor.
Depois disso, fui invadida por uma onda de testes, orais e trabalhos. E aí surgiram outra vez as inseguranças e toda aquela pressão descomunal que senti no primeiro período. Ninguém disse que o secundário era fácil, ninguém disse que ser adolescente era fácil. Ninguém nos prepara para toda a pressão da escola, ninguém nos diz que ser adolescente é complicado e que muitas vezes um sorriso na nossa cara esconde lágrimas que têm vergonha de cair. Às vezes estamos revoltados com o mundo, com a sociedade ou até mesmo connosco mesmos. Sentimos que estamos a falhar, que não estamos a dar o nosso melhor, que não somos suficientemente bons.
Estamos no terceiro mês do ano de 2020. Passou a correr, tem passado a correr e eu tenho medo de não estar a fazer aquilo que é certo. Tenho medo de não estar a aproveitar como devia. Há uns meses ainda estava no primeiro período do décimo ano, agora estou a semanas de terminar o segundo período, depois vem o terceiro período e depois vem o décimo primeiro ano. E está tudo a acontecer rápido demais. E eu não sei se estou pronta para tudo isto.
Não publiquei nenhum texto durante este tempo todo porque a inspiração não veio e porque precisava de tempo para mim. Para pensar e respirar fundo. Apenas escrevi coisas um pouco negativas que escolhi não partilhar por serem demasiado íntimas e focadas em mim e naquilo que estava a sentir. E decidi escrever este texto meio como um desabafo. Porque às vezes é só disso que precisamos. De desabafar. De deitar tudo aquilo que nos invade cá para fora.
Vou tentar voltar a ser mais regular com os textos aqui no blog. Mas é como vos digo, o tempo encarrega-se de tudo na nossa vida. De pôr obstáculos no nosso caminho e de nos ajudar a ultrapassá-los. A melhor coisa que podemos fazer é esperar, acreditar e dar tempo ao tempo. Porque o nosso momento vai chegar e tudo vai ficar bem outra vez.
Acho que até agora o acontecimento mais marcante do meu ano foi o facto de ter escrito e publicado o meu livro. Estar focada naquele projeto durante os dezassete dias, fez - me pensar naquilo que realmente sou capaz. Escrevi o meu primeiro livro, o feedback tem sido incrível e a história em si está melhor do que alguma vez imaginei. Sei que é um pouco cliché, mas todos os livros têm um pouco de cliché também.
No dia em que publiquei o primeiro capítulo fiquei em lágrimas, agarrada aquela pessoa que me ajudou a tornar aquele sonho realidade. Eram lágrimas de alegria mas também de um certo receio e de todo o impacto que poderia ter nas pessoas e do feedback que ia porventura receber. A opinião das pessoas em relação ao que escrevo sempre foi muito importante para mim e neste caso não foi excepção. É a vossa opinião que me motiva e que me faz querer continuar a fazer mais e melhor.
Depois disso, fui invadida por uma onda de testes, orais e trabalhos. E aí surgiram outra vez as inseguranças e toda aquela pressão descomunal que senti no primeiro período. Ninguém disse que o secundário era fácil, ninguém disse que ser adolescente era fácil. Ninguém nos prepara para toda a pressão da escola, ninguém nos diz que ser adolescente é complicado e que muitas vezes um sorriso na nossa cara esconde lágrimas que têm vergonha de cair. Às vezes estamos revoltados com o mundo, com a sociedade ou até mesmo connosco mesmos. Sentimos que estamos a falhar, que não estamos a dar o nosso melhor, que não somos suficientemente bons.
Estamos no terceiro mês do ano de 2020. Passou a correr, tem passado a correr e eu tenho medo de não estar a fazer aquilo que é certo. Tenho medo de não estar a aproveitar como devia. Há uns meses ainda estava no primeiro período do décimo ano, agora estou a semanas de terminar o segundo período, depois vem o terceiro período e depois vem o décimo primeiro ano. E está tudo a acontecer rápido demais. E eu não sei se estou pronta para tudo isto.
Não publiquei nenhum texto durante este tempo todo porque a inspiração não veio e porque precisava de tempo para mim. Para pensar e respirar fundo. Apenas escrevi coisas um pouco negativas que escolhi não partilhar por serem demasiado íntimas e focadas em mim e naquilo que estava a sentir. E decidi escrever este texto meio como um desabafo. Porque às vezes é só disso que precisamos. De desabafar. De deitar tudo aquilo que nos invade cá para fora.
Vou tentar voltar a ser mais regular com os textos aqui no blog. Mas é como vos digo, o tempo encarrega-se de tudo na nossa vida. De pôr obstáculos no nosso caminho e de nos ajudar a ultrapassá-los. A melhor coisa que podemos fazer é esperar, acreditar e dar tempo ao tempo. Porque o nosso momento vai chegar e tudo vai ficar bem outra vez.
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