#2 A saga de encontrar quarto e os primeiros dias de aulas
Começo este texto dizendo que, ao contrário daquilo que é retratado nos filmes e nas séries young-adult, para algumas pessoas o processo de ir para a universidade, de mudar de casa e de cidade, não é nada fácil. E nesse grupo de "algumas pessoas" eu estou incluída. Talvez por nunca me ter mentalizado que havia realmente a possibilidade de eu conseguir entrar para a universidade, o processo de adaptação foi mais difícil. Não vou mentir, chorei muito e tive ataques de ansiedade. Mas agora já passaram duas semanas e estou bem. Já aceitei e estou a viver um dia de cada vez e a aproveitar ao máximo esta oportunidade. Neste texto, vou falar sobre o desespero que foi encontrar quarto, os primeiros dias de aulas e as minhas emoções. Por isso, se estiverem interessados, continuem a ler.
Em primeiro lugar, vou começar por vos falar sobre a saga desesperante que foi encontrar quarto. Eu e a minha família decidimos que não iríamos começar a procurar casa/quarto até termos a certeza que eu tinha entrado em algum lado. Depois de eu ter feito a matrícula é que começámos efetivamente a pensar no assunto e a encará-lo com alguma seriedade. Candidatei-me então para o alojamento de estudantes do Instituto Politécnico de Leiria e tinha mesmo esperança de ficar lá alojada mas, infelizmente, não fiquei. Depois desta desilusão, passámos para o plano B, que era falar com alguns familiares que nós sabíamos que tinham casa e contactos em Leiria, na esperança que eu ficasse em casa de pessoas conhecidas, pelo menos durante umas semanas. Mas, infelizmente, também surgiram alguns imprevistos e tivemos então de passar para um plano C... Começámos a ligar para números de pessoas que encontrámos nas redes sociais. Sendo muito sincera, a certa altura começámos a desesperar e a perder a esperança porque não haviam quartos vagos em lado nenhum. Mas, finalmente, depois de alguns dias, recebi uma mensagem de uma colega minha, que também ia estudar para Leiria, a perguntar se eu estaria interessada a partilhar quarto com ela. Ela tinha encontrado um quarto duplo, disponível numa casa onde já estavam mais estudantes e basicamente salvou-me a vida. Tratámos de tudo com uma imobiliária e consegui casa, pelo menos, para os proximos dez meses. Atualmente vivo com mais seis pessoas e, por enquanto, está a correr tudo bem.
Entretanto, as aulas começaram no dia 19 de Setembro e eu mudei-me para o quarto no dia 20 de Setembro. A minha primeira impressão sobre a minha turma foi muito positiva. Gostei muito de todos eles e tenho a certeza de que vou construir algumas amizades ao longo do caminho. Em relação às aulas e às unidades curriculares, a primeira impressão também foi muito positiva, mas levei com um balde de água fria porque percebi que os professores são muito rígidos e exigentes e vou ter muito trabalho pela frente. Mas vou dar o meu melhor e fazer de tudo para conseguir passar a todas sem ir a exame. Neste primeiro semestre, vou ter seis unidades curriculares: comunicação em língua portuguesa; teorias da comunicação; inglês; teoria e prática da imagem; história contemporânea; história e dinâmica dos media. Neste momento, a unidade curricular para a qual me sinto mais entusiasmada e tenho as expectativas mais altas é comunicação em lingua portuguesa, porque vai ser aquela onde vamos, basicamente, aprender a comunicar e a desenvolver as competências a nível da escrita. Como podem imaginar, isso é algo que me cativa bastante e foi o grande motivo pelo qual eu me candidatei a este curso.
Antes de terminar, vou falar sobre a praxe. Um tema que é um pouco controverso mas que eu tenho a certeza que vocês querem saber a minha posição. Começo por dizer que não tenho uma opinião formada sobre o assunto e não sou contra a praxe. Respeito e aceito quem o faça, mas para mim não funciona porque não gosto do conceito. Para mim, não faz sentido. Eu conheço-me e sei que não me iria sentir bem nem me iria sentir confortável, então decidi não fazer. Também ainda não saí à noite porque ainda não conheço muito bem a cidade nem os meus colegas e não gosto de sair à noite nem de ir a discotecas... Eu sei que não me iria sentir bem, então nos primeiros tempos prefiro ficar em casa. Provavelmente vocês estão a ler isto e a julgar-me, a dizer que não sou uma caloira como deve ser... Mas eu apenas estou a ser fiel a mim mesma e aos meus princípios. Tudo isto ainda me parece surreal, foram muitas mudanças de uma vez e ainda estou a digerir e a tentar manter a sanidade mental. Para mim, neste momento, é isto que faz sentido. Por enquanto, prefiro manter os pés na terra e aproveitar um dia de cada vez, sem fazer grandes planos nem criar grandes expectativas a longo prazo.
Penso que disse tudo o que queria dizer, por isso não me vou alongar muito mais. Espero sinceramente que tenham gostado e prometo, ao longo do tempo, continuar a partilhar mais coisas sobre esta minha jornada na universidade. Aviso já que provavelmente não partilharei grande coisa sobre as minhas leituras porque, neste momento, infelizmente, não tenho tempo, nem paciência nem vontade para ler literatura. Nos próximos meses, queira ou não queira, vou ter de me dedicar a ler a bibliografia que os professores indicaram, porque o meu futuro e o meu sucesso dependem disso. Por agora, despeço-me. Fiquem bem, sigam a página do blog no instagram, comentem e partilhem este texto para ajudar o blog a chegar a mais pessoas.
Um beijo e até breve.
- Carina Subtil

Comentários
Enviar um comentário