(Sei que já devia ter publicado este texto há muito tempo mas só agora surgiu a oportunidade. Por isso peço desde logo desculpa, mas mais vale tarde do que nunca, espero que gostem!)
Este ano, quis desafiar-me e entrar no mundo da literatura inglesa. Sempre admirei as pessoas que conseguem ler livros em inglês e, conforme fui aprendendo inglês e me sentido à vontade com a língua, ia ganhando cada vez mais curiosidade em passar por essa experiência também. Quando fiz anos, uma prima minha trouxe-me alguns livros do Reino Unido e eu senti que era a altura ideal. Neste texto, vou falar-vos sobre o conteúdo dos livros em questão e vou também dar o meu feedback sobre como é que é ler em inglês e as diferenças que encontro em relação aos livros traduzidos. Por isso, se estiverem interessados, continuem a ler.
Em primeiro lugar, na minha opinião, ler em inglês é mais fácil do que eu pensava. Para quem, como eu, domina e compreende com alguma facilidade a língua, o processo de leitura torna-se mais fácil e reflete-se num processo de aprendizagem bastante curioso e desafiante também. Existem algumas diferenças, como é óbvio, entre a literatura portuguesa e a literatura inglesa. Em primeiro lugar, na maioria das vezes, a narrativa e os acontecimentos da obra, em inglês, são descritos de uma forma mais direta e sucinta e isso acaba por captar mais rapidamente a atenção do leitor. Em segundo lugar, ler o livro na língua original é uma experiência totalmente positiva e cativante porque, sobretudo nas partes mais descontraídas e cómicas, faz tudo muito mais sentido e é tudo descrito de forma muito mais clara e natural. Algo que eu também acho importante referir é o facto de que, quando se lê numa língua que não é a nossa, temos de ter o dobro da atenção na leitura e por isso estamos muito mais atentos à história e aos pormenores. Espero não ter sido muito redundante e que tenham percebido o meu ponto de vista. Seguidamente vou deixar-vos aqui a sinopse dos três livros, algumas informações relevantes sobre eles e o meu feedback.
The Seven Husbands of Evelyn Hugo // Os Sete Maridos de Evelyn Hugo
(Livro disponível em português)
Autora: Taylor Jenkins Reid
Número de páginas: 385
Ano de lançamento: 2017
Tempo que demorei a ler: 7 dias
Sinopse:
Evelyn Hugo, uma das maiores estrelas de Hollywood, agora a aproximar-se dos 80 anos, decide finalmente contar tudo sobre a sua vida recheada de glamour e de uma boa dose de escândalos. Quando escolhe a desconhecida Monique Grant para escrever a sua história, todos ficam surpreendidos, incluindo a própria jornalista. Porquê ela? Porquê agora?
Determinada a aproveitar a oportunidade para impulsionar a sua carreira, Monique regista o relato de Evelyn com fascínio e admiração. Da chegada a Hollywood no início da década de 1950 à decisão de abandonar o mundo do espetáculo 30 anos depois, incluindo, claro está, os seus sete casamentos, a vida de Evelyn é repleta de ambição desmedida, amizades improváveis e um grande amor proibido.
À medida que a história de Evelyn se aproxima do final, torna-se claro que a sua vida está ligada à de Monique de uma forma trágica e irreversível.
Opinião:
Nunca pensei que ler um livro totalmente em inglês tivesse tanto ou mais impacto em mim do que um livro em português. É tudo tão mais intenso e sincero e real. Na verdade, à primeira vista, não pensei que fosse gostar deste livro, não pensei nas mensagens que poderia ter. Quem me dera que a Evelyn Hugo tivesse existido realmente. Quem me dera que, caso existisse, pudesse amar e partilhar o seu amor e a sua vida com a Celia St.James livremente e sem medo das críticas da sociedade e das pessoas que apenas procuram desinformação. O livro não é sobre os sete maridos, é sobre o amor e a sua vontade de encontrar uma família. É, sem sombra de dúvida, um dos melhores livros que já li na vida. É um livro que recomendo, embora tenha plena noção de que pode não ser acessível à interpretação e à compreensão de todos.
Frase em destaque:
"Evelyn Hugo was bissexual and spent the majority of her life madly in love with fellow actress Celia St.James." // "Evelyn Hugo era bissexual e passou a maior parte de sua vida loucamente apaixonada pela atriz Celia St. James."
You'll Be The Death Of Me // Tu Serás a Minha Morte
(Livro não disponível em português)
Autora: Karen M. McManus
Número de Páginas: 323
Ano de Lançamento: 2021
Tempo que demorei a ler: 7 dias
Sinopse:
Ivy, Mateo and Cal used to be close - best friends back in middle school. So, when Cal pulls into campus late for class and tuns into Ivy and Mateo, they decide to ditch school. Just like old times.
But they're not the only ones skipping school that day. When the trio spot classmate Brian 'Boney' Mahoney acting suspiciously downtown, they follow him into an empty building, and walk straigth into a murder scene.
Now that their day of freedom has turned deadly, it's only a matter of time before the truth comes out.
Opinião:
Este livro é da autoria da famosa autora do livro "Um de Nós Mente". Até ao momento, lançou cinco livros, tendo sido apenas três traduzidos em português. Este livro, por enquanto, não está traduzido para português. Todos os livros da autora giram à volta de adolescentes que se vêm envolvidos em algumas situações criminosas e que obrigam à intervenção da polícia e à propaganda dos media. Neste livro é abordado o tema das drogas. Os três adolescentes protagonistas, Ivy, Mateo e Cal, decidem não ir um dia às aulas e, enquanto vagueiam pela baixa de Boston, descobrem um local de homicídio e uma rede de tráfico droga na escola secundária que frequentam. Fazem os possíveis para desmantelar a rede mas acabam por se meter com as pessoas erradas e são dados como suspeitos. Trata-se de uma história bastante emocionante e intensa e, o facto de eu ter lido o livro na língua original, obrigou-me a estar mais atenta aos pormenores e à ação.
Frase em destaque:
"Antecipation is ofter worse than reality." // "Antecipação é geralmente pior que a realidade."
The Midnigth Library // A Biblioteca da Meia Noite
(Livro disponível em português)
Autor: Matt Haig
Número de Páginas: 288
Ano de Lançamento: 2021
Tempo que demorei a ler: 7 dias
Sinopse:
No limiar entre a vida e a morte, depois de uma vida cheia de desgostos e carregada de remorsos, Nora Seed dá por si numa biblioteca onde o relógio marca sempre a meia-noite e as estantes estão repletas de livros que se estendem até perder de vista. Cada um desses livros oferece-lhe a hipótese de experimentar uma outra vida, de fazer novas escolhas, de corrigir erros, de perceber o que teria acontecido se tivesse escolhido um caminho diferente. As possibilidades são infinitas e vários horizontes se abrem à sua frente. Mas será que algum desses caminhos lhe proporciona uma vida mais perfeita do que aquela que conheceu?
Na altura da escolha final, Nora terá de olhar para dentro de si mesma e decidir o que de facto lhe preenche a vida e o que faz com que valha a pena vivê-la. A Biblioteca da Meia-Noite transformou-se num bestseller a nível internacional, com um milhão de livros vendidos em todo o mundo.
Opinião:
Este livro foi uma agradável surpresa. Superou as minhas expectativas! Foi uma leitura muito rápida e leve, com muitos ensinamentos. Despertou-me para coisas que eu nunca pensei que poderiam ser possíveis ou fazer sentido. O primeiro ensinamento de todos é que devemos estar bem conscientes das decisões que tomamos e dos efeitos que poderão ter na nossa vida no futuro. No caso da Nora, protagonista deste livro, ela decidiu tirar a sua própria vida porque todas as decisões que havia tomado até então a tinham atraiçoado e feito com que ela vivesse uma vida pouco feliz e sem amor. Ela não queria viver porque não sabia como o fazer. Ao ter sido transportada para aquela biblioteca, foi-lhe dada a possibilidade de visitar outros universos, todas as vidas que ela teve ou poderia ter tido se as suas escolhas e as suas decisões tivessem sido outras. Esta história fez-me pensar bastante sobre este tema e sobre o facto de sermos nós que tornamos a nossa vida naquilo que ela é. Existe um princípio e um fim e nós temos de chegar a esse fim, mas eu acredito no destino, acredito que nenhuma das decisões é tomada por acaso. Existe muita coisa para se aprender ao longo de todas as fazes da nossa vida e a única maneira de apreendermos essas coisas, é vivendo.
Frase em Destaque:
"The only way to learn is to live" // "A única forma de aprender é vivendo"
Faltou aqui incluir o livro "Beautiful World, Where Are You" da Sally Rooney, mas acontece que ficou um pouco aquém das minhas expectativas e, por isso, ainda não ganhei coragem para o acabar.
Por agora é tudo, fiquem bem, sigam a página do blog no instagram, comentem e partilhem este texto para ajudar o blog a chegar a mais pessoas.
Um beijo e até breve.
- Carina Subtil

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