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Desabafos em quarentena #3

Nos últimos tempos, é à noite que me tenho sentido mais produtiva mas também mais nostalgica. Quando estou deitada na cama à espera que o sono venha, penso em tudo aquilo que era a minha vida antes de ter de ficar confinada às quatro paredes da minha casa. Penso em todos os momentos que passei com os meus amigos. Penso na escola, nas aulas. Penso nos abraços que dei. Penso nos momentos que passei. Penso em tudo aquilo que fiz. E não mudava uma vírgula. Mas tentava ter vivido mais e mais intensamente. Sobretudo agora que estou na idade ideal para isso. Fiz dezasseis anos, mas não sinto que os tenha. Tinha idealizado esta idade de outra forma para mim. Tinha idealizado um ano diferente, mas não de uma forma tão radical. A verdade é que já consegui realizar um grande sonho que estava a tentar colocar em prática desde 2018. Escrevi um livro. E o segundo vem a caminho. Embora seja pequeno é fruto de um grande processo, de algumas horas de amor, paciência e dedicação.
Estar em casa restringiu um pouco a minha inspiração e é por isso que não estou a conseguir escrever com tanta rapidez o segundo volume.
Tenho tentado distrair - me um pouco todos os dias. Esta semana (de 12 a 18 de Abril) foi particularmente agitada. Começaram as aulas, desta vez de uma forma diferente. Os trabalhos começaram a cair como gotas de chuva e tentei voltar ao ritmo de trabalho que tinha. Mas não é fácil. É muito mais difícil do que parece. Prefiro mil vezes as aulas presenciais do que este tipo de ensino, mas é o que temos neste momento. Vou tentar dar o meu melhor como sempre e aos poucos vou - me habituando a este novo método de ensino.
Não tenho tido inspiração para grande coisa, como já disse anteriormente. Todos estes "desabafos em quarentena" são escritos à noite e são a única coisa que tenho realmente conseguido escrever. Vêm do coração, do fundo da minha alma e refletem muitas das coisas que sinto. Como já devem ter percebido, a forma que tenho de me expressar melhor é a escrever. Existem pessoas que se expressam a partir de podcasts ou de videos que publicam no YouTube, e eu até consumo bastante esses conteúdos, mas para mim não funciona. Para mim, escrever reflete a essência de uma pessoa, especialmente quando as coisas são escritas no papel. Não sei se entendem, mas este é o meu ponto de vista. De qualquer forma vou manter a minha esperança. Com tempo, muita paciência e muitas restrições, as coisas vão ao sitio. Vão voltar ao normal. Se continuarmos a cumprir, muito brevemente vamos poder sair à rua. Já se sabe que no verão vamos poder ir à praia e isso já me deixa imensamente aliviada e feliz.
Deixo - vos com um abraço virtual e com um conselho... Continuem presentes e nunca se esqueçam daqueles que todos os dias ligam ou mandam mensagem a perguntar como estão.
Até breve.

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