Não consigo dormir com tantas portas abertas na minha cabeça. Fazem muito barulho. Um zunido ensurdecedor. Um sonho que sonhamos de olhos abertos e se confunde com a realidade. Uma aflição que dói na alma. Um filme de memórias, histórias e enredos impossíveis que se fundem num só. Uma roda dentada que luta a todo o custo para parar mas continua a perseguir a luz, o combustível de todos os pensamentos. As vozes indecifráveis que nos dizem o que temos de fazer no dia a seguir, a quem temos de ligar ou mandar mensagem. O corpo que paga e que implora por sossego e por um momento de silêncio. E as noites. As noites de calor que nos mantêm despertos com desconforto e trazem à tona todos os pesadelos. O arrependimento. O arrependimento da manhã seguinte, pelas coisas que deixámos acumular, pelos sonhos que não deixámos voar. A urgência que temos por viver um dia de cada vez e por nos resignarmos à segurança da rotina. Tudo isso faz-nos repensar aquilo que é mais importante. Faz-nos senti...
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