Posso ter saído da escola, mas a escola ainda não saiu de mim, por isso, a ideia desde texto surgiu na tarde do dia em que fiz o exame nacional final de português. E a verdade é que, a escola pode ensinar-nos muita coisa mas, não nos prepara para a vida adulta. Como eu, muitos jovens acabaram o secundário; uns vão prosseguir os estudos, outros vão trabalhar. Com certeza que muitos dos jovens que pretendem candidatar-se para a universidade, provavelmente, ainda estão indecisos sobre que curso e que universidade escolher e não sabem como fazer a candidatura. Em relação aos que vão entrar no mercado de trabalho, também tenho a certeza de que muitos não sabem como fazer um currículo ou que atitude ter numa entrevista de emprego. Por isso, neste texto, entre estas coisas que acabei de referir, vou referir mais algumas, as quais acho que devíamos todos aprender durante o tempo em que andamos na escola. Se estiverem interessados, continuem a ler.
1. Como fazer um currículo
O currículo, ou curriculum vitae, muitas vezes abreviado como CV, é um documento que resume o conhecimento, as experiências e a carreira de uma pessoa, normalmente para fins profissionais.
Serve para convencer o responsável de uma determinada empresa de que és a pessoa certa para um emprego específico. Deve resumir as tuas informações profissionais, como as tuas habilidades e experiências, de maneira a provar que és a pessoa certa a contratar. Deve também conter as tuas informações pessoais e as tuas habilitações a nível escolar. Acho que as escolas deveriam ter o cuidado de ajudar os alunos a fazer um currículo, em especial no secundário, tendo em conta que existem muitos alunos que optam por não prosseguir os estudos, porque muitas vezes os alunos não sabem como organizar a informação ou que plataforma utilizar para estruturar o documento da melhor forma. E isso pode influenciar a sua procura pelo emprego ideal.
2. Como fazer o IRS
O imposto sobre o rendimento de pessoas singulares, cuja sigla é IRS, é um imposto direto e progressivo, que incide sobre os rendimentos anuais dos contribuintes singulares, tendo esses rendimentos sido auferidos em Portugal. Muitos jovens entram no mercado de trabalho sem saber o que é o IRS, para que serve e como se preenche a declaração. Na minha opinião, esse é outro aspeto bastante importante que as escolas deviam ter em conta e investirem tempo para ensinarem aos alunos a relevância e aplicação do IRS, tendo em conta que é um imposto que nos acompanha ao longo de toda a nossa vida ativa e cujo preenchimento é anual e obrigatório.
3. Como fazer a candidatura para a universidade
Falta cerca de um mês para abrir a primeira fase de candidaturas de acesso ao ensino superior e eu não faço ideia de como é que isso se processa e funciona. Não sei se existe um site específico a nível nacional, não sei que documentos são necessários, não sei se a candidatura se preenche no site oficial das respetivas universidades... Não sei praticamente nada. E isso é algo que me deixa bastante frustrada porque terminei a escolaridade obrigatória sem saber como fazer para concorrer à universidade. Acho que isso é um aspeto que está muito em falta no sistema de ensino. Sistema esse que tanto incentiva para que os jovens prossigam os estudos mas não nos dão as bases necessárias nem perdem tempo connosco para nos ensinar a concorrer nem para nos elucidar sobre o que nos espera enquanto estuantes universitários.
4. Como nos devemos preparar para uma entrevista de emprego
As entrevistas de emprego também têm muito que se lhe diga. Porque, com certeza que, para além de os responsáveis avaliarem o teu currículo, muitas vezes também avaliam a tua personalidade e o teu aspeto físico e fazem certamente perguntas sobre a tua experiência profissional, as tuas expectativas e ambições. Certamente que as entrevistas de emprego e a forma como se processam depende de empresa para empresa, por isso é que era bom que as escolas tivessem o cuidado de ensinar aos alunos de que forma é que nos devemos preparar para as entrevistas de emprego e como devemos gerir as nossas atitudes nesse momento e as nossas expectativas em relação à eventual contratação.
5. Como funciona a política no país e qual a sua importância
A política foi a forma que a civilização encontrou para mediar e resolver, de forma pacífica e negociada, os conflitos e contradições que os indivíduos, na sociedade, não podem nem devem resolver diretamente com fundamento na força. A política é imprescindível para a paz social e para o bom governo. Não existe uma boa solução para os problemas coletivos fora do entendimento político. Embora aprendamos muita coisa relevante e importante na disciplina de história sobre a democracia, a república e a forma como os diversos estados se governam... Muitas vezes não aprendemos quase nada sobre política e a sua importância. Por causa disso, muitos jovens completam dezoito anos, idade a partir da qual já é permitido votar, e não têm consciência em que partido devem votar nem se preocupam em pesquisar para saber mais sobre os diversos programas. O que é preocupante pois o futuro do país e a escolha do governo está nas mãos dos jovens.
6. Como escolher o curso que vamos seguir, tanto no secundário como na universidade
7. Como fazer um crédito no banco
8. Como economizar
9. Ajudar-nos a compreender melhor a irrelevância dos estatutos sociais
Tive a disciplina de história do quinto ao décimo segundo ano e ouvi muitas vezes falar sobre hierarquia e classes sociais. Embora esses sejam termos que definiam os diferentes membros de uma sociedade, há muitos séculos, é preciso reconhecer que, na atualidade, em muitas situações, os "pobres" ainda são discriminados pelos "ricos". E escrevi as palavras entre aspas porque, na minha opinião, chamar alguém de rico ou de pobre é relativo porque, no final do dia, somos todos seres humanos. No final do dia, e tendo em conta muitos outros fatores, o "pobre" pode ser "rico" e o "rico" pode muito bem ser "pobre". Por este e por muitos outros motivos, penso que a escola devia ter o cuidado de explicar aos alunos que, hoje em dia, embora muitas pessoas julguem ser superiores a outras, os estatutos sociais são irrelevantes, e apenas servem para gerar conflitos entre as pessoas.
10. Inteligência Emocional
Por fim, mas não menos importante, decidi falar sobre inteligência emocional. A inteligência emocional é um conceito da psicologia que caracteriza o indivíduo que é capaz de identificar seus sentimentos e as suas emoções com mais facilidade. Mas acontece que muitos jovens não conseguem fazê-lo, inclusive eu, durante muito tempo, lutei contra as minhas emoções, sentimentos e vontades porque simplesmente não conseguia aceitar nem reconhecer o que, supostamente, se passava comigo. Sei bem que a maior parte das escolas tem psicologas que ajudam os jovens nestas e noutras situações, que foi o que aconteceu comigo. Fui acompanhada por uma psicologa o secundário quase todo e senti uma evolução enorme na minha pessoa e na minha forma de ver a vida e de lidar com as situações que vão surgindo. Foi também a psicologa que me ajudou a desenvolver competências a nivel da inteligência emocional. Mas sucede que, na maioria das vezes, os jovens têm vergonha de recorrer aos psicólogas porque pensam que isso é um sinal de fraqueza quando, na realidade, é exatamente o contrário. Por isso é que eu acho que, para além de psicologos, as escolas deviam apostar em promover palestras ou workshops ou o que quer que seja para ajudar os jovens a perceber a importância de sermos inteligentes a nível emocional.
Estas foram apenas dez coisas que, na minha perspectiva, a escola devia ensinar aos alunos, mas na verdade existem outras tantas que são de extrema importância e que as pessoas vão aprendendo e conhecendo ao longo da vida porque os professores não lhes ensinaram enquanto andaram na escola. Por agora é tudo, espero que tenham gostado! Fiquem bem, sigam a página de instagram, comentem e partilhem este texto para ajudar o blog a chegar a mais pessoas.
1. Como fazer um currículo
O currículo, ou curriculum vitae, muitas vezes abreviado como CV, é um documento que resume o conhecimento, as experiências e a carreira de uma pessoa, normalmente para fins profissionais.
Serve para convencer o responsável de uma determinada empresa de que és a pessoa certa para um emprego específico. Deve resumir as tuas informações profissionais, como as tuas habilidades e experiências, de maneira a provar que és a pessoa certa a contratar. Deve também conter as tuas informações pessoais e as tuas habilitações a nível escolar. Acho que as escolas deveriam ter o cuidado de ajudar os alunos a fazer um currículo, em especial no secundário, tendo em conta que existem muitos alunos que optam por não prosseguir os estudos, porque muitas vezes os alunos não sabem como organizar a informação ou que plataforma utilizar para estruturar o documento da melhor forma. E isso pode influenciar a sua procura pelo emprego ideal.
2. Como fazer o IRS
O imposto sobre o rendimento de pessoas singulares, cuja sigla é IRS, é um imposto direto e progressivo, que incide sobre os rendimentos anuais dos contribuintes singulares, tendo esses rendimentos sido auferidos em Portugal. Muitos jovens entram no mercado de trabalho sem saber o que é o IRS, para que serve e como se preenche a declaração. Na minha opinião, esse é outro aspeto bastante importante que as escolas deviam ter em conta e investirem tempo para ensinarem aos alunos a relevância e aplicação do IRS, tendo em conta que é um imposto que nos acompanha ao longo de toda a nossa vida ativa e cujo preenchimento é anual e obrigatório.
3. Como fazer a candidatura para a universidade
Falta cerca de um mês para abrir a primeira fase de candidaturas de acesso ao ensino superior e eu não faço ideia de como é que isso se processa e funciona. Não sei se existe um site específico a nível nacional, não sei que documentos são necessários, não sei se a candidatura se preenche no site oficial das respetivas universidades... Não sei praticamente nada. E isso é algo que me deixa bastante frustrada porque terminei a escolaridade obrigatória sem saber como fazer para concorrer à universidade. Acho que isso é um aspeto que está muito em falta no sistema de ensino. Sistema esse que tanto incentiva para que os jovens prossigam os estudos mas não nos dão as bases necessárias nem perdem tempo connosco para nos ensinar a concorrer nem para nos elucidar sobre o que nos espera enquanto estuantes universitários.
4. Como nos devemos preparar para uma entrevista de emprego
As entrevistas de emprego também têm muito que se lhe diga. Porque, com certeza que, para além de os responsáveis avaliarem o teu currículo, muitas vezes também avaliam a tua personalidade e o teu aspeto físico e fazem certamente perguntas sobre a tua experiência profissional, as tuas expectativas e ambições. Certamente que as entrevistas de emprego e a forma como se processam depende de empresa para empresa, por isso é que era bom que as escolas tivessem o cuidado de ensinar aos alunos de que forma é que nos devemos preparar para as entrevistas de emprego e como devemos gerir as nossas atitudes nesse momento e as nossas expectativas em relação à eventual contratação.
5. Como funciona a política no país e qual a sua importância
A política foi a forma que a civilização encontrou para mediar e resolver, de forma pacífica e negociada, os conflitos e contradições que os indivíduos, na sociedade, não podem nem devem resolver diretamente com fundamento na força. A política é imprescindível para a paz social e para o bom governo. Não existe uma boa solução para os problemas coletivos fora do entendimento político. Embora aprendamos muita coisa relevante e importante na disciplina de história sobre a democracia, a república e a forma como os diversos estados se governam... Muitas vezes não aprendemos quase nada sobre política e a sua importância. Por causa disso, muitos jovens completam dezoito anos, idade a partir da qual já é permitido votar, e não têm consciência em que partido devem votar nem se preocupam em pesquisar para saber mais sobre os diversos programas. O que é preocupante pois o futuro do país e a escolha do governo está nas mãos dos jovens.
6. Como escolher o curso que vamos seguir, tanto no secundário como na universidade
No último ano do terceiro ciclo, eu tive a oportunidade de fazer um teste psicotecnico que me ajudou a pôr-me frente a frente com as minhas preferências e a perceber qual seria o curso mais adequado para mim no secundário. Mas esse era um teste facultativo, ou seja, só fazia quem quisesse. Sucede que eu acho que esse teste deveria ser obrigatório para todos os alunos, tanto no começo como no fim do secundário, de modo a ajudar os jovens a perceber qual é o curso que é mais adequado às suas preferências. Porque ainda é muito frequente os jovens escolherem um determinado curso só porque os pais querem, ou porque está na "moda" ou porque tem mais saidas profissionais e não porque simplesmente é aquilo que mais gostam.
7. Como fazer um crédito no banco
Pedir um crédito é, basicamente, pedir dinheiro emprestado ao banco, antecipando o consumo do futuro para o presente. Para podermos antecipar o consumo é necessário compensarmos o banco que nos empresta o dinheiro que precisamos. A maioria das pessoas opta por fazer créditos por ocasião da compra de uma casa, de um carro, da criação de uma empresa, etc.. Suponho que os alunos do curso de economia tenham disciplinas que abordam este assunto mas, quem não é de economia, muitas vezes não sabe para que serve e como se faz um crédito. Por isso a escola também devia elucidar os jovens nesse sentido tendo em conta que as pessoas, na sua vida aldulta, recorrem muitas vezes à criação de créditos para alcançarem objectivos pessoais.
8. Como economizar
Economizar é sinónimo de poupar, portanto, por outro lado, quando poupamos, estamos a adiar o consumo do presente para o futuro.
Embora, na minha perspectiva, sejam os pais os principais responsáveis por nos ensinar e incentivar a juntar dinheiro para uma necessidade futura, como a carta de condução ou o aluguer de uma casa, penso também que a escola devia ter um papel fundamental nesse sentido. Também não sei se isso já acontece com os alunos de economia, não sei se abordam isso em alguma disciplina, mas penso que devia existir algum tipo de formação para os alunos nesse sentido, na medida em que os ajudasse a implementar estratégias para pouparem o seu dinheiro ou então investirem-no de forma mais ponderada. Porque, na verdade, a maior parte das pessoas não poupa, não se preocupa em poupar, nem pensa duas vezes antes de comprar alguma coisa que não é indispensável.
9. Ajudar-nos a compreender melhor a irrelevância dos estatutos sociais
Tive a disciplina de história do quinto ao décimo segundo ano e ouvi muitas vezes falar sobre hierarquia e classes sociais. Embora esses sejam termos que definiam os diferentes membros de uma sociedade, há muitos séculos, é preciso reconhecer que, na atualidade, em muitas situações, os "pobres" ainda são discriminados pelos "ricos". E escrevi as palavras entre aspas porque, na minha opinião, chamar alguém de rico ou de pobre é relativo porque, no final do dia, somos todos seres humanos. No final do dia, e tendo em conta muitos outros fatores, o "pobre" pode ser "rico" e o "rico" pode muito bem ser "pobre". Por este e por muitos outros motivos, penso que a escola devia ter o cuidado de explicar aos alunos que, hoje em dia, embora muitas pessoas julguem ser superiores a outras, os estatutos sociais são irrelevantes, e apenas servem para gerar conflitos entre as pessoas.
10. Inteligência Emocional
Por fim, mas não menos importante, decidi falar sobre inteligência emocional. A inteligência emocional é um conceito da psicologia que caracteriza o indivíduo que é capaz de identificar seus sentimentos e as suas emoções com mais facilidade. Mas acontece que muitos jovens não conseguem fazê-lo, inclusive eu, durante muito tempo, lutei contra as minhas emoções, sentimentos e vontades porque simplesmente não conseguia aceitar nem reconhecer o que, supostamente, se passava comigo. Sei bem que a maior parte das escolas tem psicologas que ajudam os jovens nestas e noutras situações, que foi o que aconteceu comigo. Fui acompanhada por uma psicologa o secundário quase todo e senti uma evolução enorme na minha pessoa e na minha forma de ver a vida e de lidar com as situações que vão surgindo. Foi também a psicologa que me ajudou a desenvolver competências a nivel da inteligência emocional. Mas sucede que, na maioria das vezes, os jovens têm vergonha de recorrer aos psicólogas porque pensam que isso é um sinal de fraqueza quando, na realidade, é exatamente o contrário. Por isso é que eu acho que, para além de psicologos, as escolas deviam apostar em promover palestras ou workshops ou o que quer que seja para ajudar os jovens a perceber a importância de sermos inteligentes a nível emocional.
Estas foram apenas dez coisas que, na minha perspectiva, a escola devia ensinar aos alunos, mas na verdade existem outras tantas que são de extrema importância e que as pessoas vão aprendendo e conhecendo ao longo da vida porque os professores não lhes ensinaram enquanto andaram na escola. Por agora é tudo, espero que tenham gostado! Fiquem bem, sigam a página de instagram, comentem e partilhem este texto para ajudar o blog a chegar a mais pessoas.

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