Hoje, dia seis de janeiro de dois mil e vinte seis, faço vinte e dois anos. E a primeira coisa que me passa pela cabeça quando penso na idade que faço é: que horror! O tempo está a passar absurdamente rápido e parece-me uma idade demasiado "séria". Porque, tal como diz o título deste texto, não me sinto com 22 anos*. Mas talvez não me sentir com 22 anos não seja rejeitar a idade, mas aprender a lidar com ela à minha maneira. De repente já sou adulta, já trabalho, já ganho o meu próprio dinheiro, já desconto para a segurança social e as crianças e adolescentes já me tratam por senhora! Se, aos catorze anos, me tivessem dito que a minha vida ia dar tantas voltas, eu não acreditava. Sinto que sou sempre ligeiramente repetitiva nos textos que publico sobre o meu aniversário, ou até sobre o fim de ano, mas não é propositado. De facto, tenho sentido o tempo a passar demasiado depressa. O tempo passa por entre os meus dedos e às vezes nem sei o que fazer com ele; por vezes até pare...
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