Achamos que somos imortais, eternos, infinitos. Talvez seja verdade. Talvez sejamos imortais, eternos e infinitos na mente e no coração daqueles que permanecem depois de partirmos. Talvez essas sejam as pessoas verdadeiras. Porque, mesmo que vivamos numa realidade em que a esperança é pouca, temos sempre de nos apegar à verdade. Que é, também ela, imortal, eterna e infinitoa. Ou, pelo menos, quero acreditar nisso. Temos de nos apegar a alguma coisa, porque somos seres humanos, de carne e osso, com corações que batem com urgência mas que carregam, muitas vezes, muitos segredos. Corações que são, aparentemente, infinitos e inesgotáveis. Carregam dores, amores, memórias. Carregam pedaços de vidro, de todas as vezes que sofreram assaltos. Carregam incertezas e cicatrizes. Carregam o peso do silêncio, da solidão, da escuridão. Mas, de que vale ter um coração hoje em dia, quando há sempre alguém disposto a roubá-lo, a magoá-lo, a usá-lo como se fosse um brinquedo? De que vale ser uma bo...
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