Avançar para o conteúdo principal

"Felicidade"

Ás vezes dói,
querer mais do que podemos ter 
esperar para 
sobreviver ao inevitável, 
chorar, 
esquecer que o medo existe
e que insiste em querer mais de nós. 

Escrevo poemas para livrar a alma
de coisas que nada valem, 
de amores que decepcionam, 
de olhares que se escondem, 
de sorrisos que fogem, 
indecisos. 

O futuro bateu - me à porta hoje, 
e eu fingi estar pronta para o receber, 
pronta para o querer, 
pronta para esquecer que ainda tenho 
medo de arriscar, 
deixar o que vivi, 
os abraços que perdi. 

Agora choro, 
querendo voltar atrás 
para ir buscar aquilo 
que chorar nunca, 
ou quase nunca grita, 
felicidade. 

Nota: É importante referir que o poema não tem remetente!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Acabei o Curso, e Agora?

 No passado mês de julho, terminei a minha licenciatura em Comunicação e Media pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria. Desde então, enviei muitos currículos, seja para trabalhos na minha área ou não. Embora eu acredite que termos um diploma e um curso superior nos abre mais portas e oferece mais oportunidades a nível de carreira, também sei ser realista e reconhecer que nada nos garante que vamos ter emprego na nossa área de formação imediatamente depois de terminarmos o curso. Sei que o meu ponto de vista não é consensual, mas a verdade é que o dinheiro não cai do céu e é sempre bom ter um plano B quando o plano A não corre como esperamos. Porque, de qualquer forma, tenho de trabalhar. Também decidi não fazer mestrado exatamente por isso; porque quero ganhar experiência profissional e independência financeira. Não tenho medo de trabalhar nem vergonha de aprender coisas novas. Também não serei a primeira pessoa a trabalhar em algo que não é pro...

I am (not) feeling 22

Hoje, dia seis de janeiro de dois mil e vinte seis, faço vinte e dois anos.  E a primeira coisa que me passa pela cabeça quando penso na idade que faço é: que horror! O tempo está a passar absurdamente rápido e parece-me uma idade demasiado "séria". Porque, tal como diz o título deste texto, não me sinto com 22 anos*. Mas talvez não me sentir com 22 anos não seja rejeitar a idade, mas aprender a lidar com ela à minha maneira. De repente já sou adulta, já trabalho, já ganho o meu próprio dinheiro, já desconto para a segurança social e as crianças e adolescentes já me tratam por senhora! Se, aos catorze anos, me tivessem dito que a minha vida ia dar tantas voltas, eu não acreditava. Sinto que sou sempre ligeiramente repetitiva nos textos que publico sobre o meu aniversário, ou até sobre o fim de ano, mas não é propositado. De facto, tenho sentido o tempo a passar demasiado depressa. O tempo passa por entre os meus dedos e às vezes nem sei o que fazer com ele; por vezes até pare...

Stand by

A vida é feita de fases e de ciclos que se encerram para dar lugar a outros.      Há uns meses partilhei que estava a trabalhar numa livraria, hoje partilho que essa experiência chegou ao fim. Durante nove meses fui feliz. Fui genuinamente feliz, e só posso agradecer à minha (ex) patroa por me ter dado a oportunidade de iniciar a minha vida profissional naquele lugar. Um lugar que será sempre muito especial. No entanto, recebi uma proposta para trabalhar em outra empresa e realmente dar uso às competências que adquiri durante a licenciatura, e nem pensei duas vezes. Porque existem oportunidades que não surgem duas vezes na vida e existem decisões que têm de ser tomadas de imediato para que possamos crescer enquanto pessoas e enquanto profissionais.       A vida acontece sem darmos conta e há coisas que fogem claramente dos nossos planos e do nosso controlo. Se estava nos meus planos mudar de emprego este ano? Sim, mas não para já. Até porque nós sabemo...