Ás vezes dói,
querer mais do que podemos ter
esperar para
sobreviver ao inevitável,
chorar,
esquecer que o medo existe
e que insiste em querer mais de nós.
Escrevo poemas para livrar a alma
de coisas que nada valem,
de amores que decepcionam,
de olhares que se escondem,
de sorrisos que fogem,
indecisos.
O futuro bateu - me à porta hoje,
e eu fingi estar pronta para o receber,
pronta para o querer,
pronta para esquecer que ainda tenho
medo de arriscar,
deixar o que vivi,
os abraços que perdi.
Agora choro,
querendo voltar atrás
para ir buscar aquilo
que chorar nunca,
ou quase nunca grita,
felicidade.
Nota: É importante referir que o poema não tem remetente!
Comentários
Enviar um comentário